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É intenso o movimento de startups dentro do Instituto Caldeira. Pelos corredores do hub de inovação, localizado no Quarto Distrito de Porto Alegre, nas salas e nas arquibancadas, os jovens empreendedores com suas ideias criativas e vontade de mudar o mundo povoam cada vez mais a agenda de projetos e eventos do instituto. E contagiam quem passa por ali.

O Caldeira sabe que, para um hub de inovação alcançar o status de catalisador da nova economia, ele precisa, invariavelmente, promover conexões. Na busca por novos padrões de negócios já não há mais espaço para processos de inovação fechados, que não se conversam e nem são compartilhados entre si.

Pelo contrário, hoje o mundo dos negócios precisa mais do que tudo de integração e troca de experiências entre o velho e o novo: startups se conectando com empresas tradicionais, a ciência das universidades aplicadas no poder público, pensar tecnologia de maneira aberta e democrática e por aí vai.

É isso que faz dos hubs de inovação tão importantes neste momento: incentivar conexões entre startups e empresas tradicionais para escalonar soluções inovadoras, que cheguem mais rápido ao grande público”, explica Debora Chagas, head de Startups no Instituto Caldeira.

É neste conceito de inovação aberta que a líder acredita ser o mais valioso na consolidação de um ecossistema que realmente gere impacto na sociedade.

E claro, não se pode ficar apenas no discurso:

Desde sua fundação, o Instituto Caldeira conectou mais 90 startups com negócios tradicionais em todo país. E no Rio Grande do Sul tem, em seu ecossistema, cerca de 80 startups gaúchas que também ajudam a criar soluções para as empresas fundadoras do Caldeira.

Neste bate-papo com a Debora, conversamos um pouco mais sobre os projetos, conexões e expectativas do Instituto Caldeira para 2022 e como as startups fazem parte deste processo.

Instituto Caldeira – De que forma a aproximação com as startups está alinhada com o sonho grande do Caldeira?

Debora Chagas – Nosso sonho grande é ser um hub de inovação reconhecido internacionalmente como gerador de alto impacto. Então, acredito que as startups são fundamentais neste processo de crescimento. Já somos um dos principais hubs de inovação do país e temos várias parcerias internacionais, mas queremos mais e isso deve acontecer por meio de mais conexões.

As startups são fundamentais porque hoje a gente olha muito como Caldeira pode contribuir para a inovação do Estado e a questão da nova economia e entendemos que precisamos estar alinhados com as startups para auxiliar o RS. Hoje temos em torno de 80 startups conectadas ao hub diretamente e acreditamos que elas também  são fundamentais para trazer inovação às empresas fundadoras do Caldeira.

De outro lado, nos mantemos integrados com o setor público e com o governo do Rio Grande do Sul. Também temos conexões com Israel. Enfim, ainda é um longo caminho, mas estamos na direção dele.

Instituto Caldeira – Como tem acontecido a parceria destas jovens empresas com os fundadores e quais as estratégias para 2022 neste sentido?

Debora Chagas – Nossa estratégia para este ano é crescer cada vez mais, tanto em novos espaços como também novas conexões. O crescimento físico também reflete na quantidade de novas startups que gostaríamos de abrigar no Caldeira e assim aumentar a integração com empresas tradicionais.

Buscamos sempre essa diversidade de ideais e está na nossa estratégia fortalecer essa relação entre a velha e a nova economia. Nosso propósito é gerar conexões, mas também queremos aproximar mais startups de novos investidores e fundos de venture capital.

Instituto Caldeira – Quais as principais iniciativas do Caldeira em relação às startups?

Debora Chagas – Há muitas iniciativas neste sentido.

Temos o programa Ebulição 2.0, nosso programa de aceleração de startups que acabou de receber sua segunda turma. Para esta nova edição, que acontece após uma ampliação do programa, tivemos 88 inscritos e 20 startups selecionadas. São empresas já em estágio de crescimento. O foco é acelerar o crescimento, fazer a conexão com grandes empresas do Instituto e conexão também com fundos de investimento.

Outro é o Conecta, um programa de inovação aberta, onde a gente conecta desafios das grandes empresas com startups em diferentes estágios de crescimento. Estamos na nossa 2ª edição em 2022, rodando a quinta tese do programa, sendo que cada tese é um tema diferente. Nesta última edição o tema é Internet das Coisas e Inteligência Artificial.

Já atendemos mais 20 grandes empresas e conectamos mais 90 startups em todo país.

O Caldeira Pitch também é uma ação que nos orgulha muito, onde toda semana 3 startups apresentam suas soluções para Comunidade Caldeira.  A Arquibancada está sempre lotada para escutar as empresas, o que é bom para gerar mais conexões. O Caldeira Pitch acontece toda quinta-feira, às 11h15, na sede do Instituto.

Instituto Caldeira –  Qual a importância das startups nesse movimento da nova economia e da transformação digital?

Debora Chagas – É fundamental! Cada vez mais a gente vê startups revolucionando modelos de negócios, trazendo novas tecnologias e contribuindo para mudar a realidade do mercado. Estamos passando por um período de disrupção da cadeia industrial e produtiva como um todo e o papel das startups é fundamental neste processo.

No Rio Grande do Sul, a  gente percebe a consolidação disso acontecer de forma muito clara. As empresas têm conseguido escalar suas atuações e, o que realmente importa, tem atendido a problemas reais do Estado. Espero que em breve tenhamos um unicórnio gaúcho!