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Ao completar 35 anos, o Seprorgs, sindicato das empresas de informática do Rio Grande do Sul, resolveu dar um importante passo para estar mais próximo do ambiente de inovação gaúcho. Desde outubro, a entidade se instalou no Instituto Caldeira, onde espera conexões com pequenas e grandes empresas inovadoras do Estado.

A ideia é que o Seprorgs seja um portal de novas oportunidades para o empresário de tecnologia”, comenta o presidente da entidade, Rafael Krug, sobre a nova casa.

O movimento promovido pela atual diretoria, segundo Krug, está alinhado ao que acontece em grandes centros de tecnologia ao redor do mundo, em que empresas de tecnologia se aproximam para atuar de forma colaborativa.

“Hoje, temos um parque de empresas respeitadas instaladas em todo Estado que já fazem inovação. A ideia agora é expandir essa capacidade conversando com outros parceiros interligados com o hub do Caldeira”, reforça Krug.

Outro objetivo com a mudança idealizada pela atual diretoria do sindicato é provocar os seus associados a vivenciarem a infraestrutura e o ambiente do instituto.

Estamos projetando diversos projetos em parceria para o próximo ano. A sinergia do Seprorgs com o Caldeira ainda vai gerar muitos frutos”, prevê o presidente da entidade.

Expectativas para 2022

Representando mais de 17 mil companhias do setor de informática do Rio Grande do Sul, no próximo ano, a entidade seguirá defendendo os interesses das empresas do setor, como na Convenção Coletiva de Trabalho de 2022.

Em ano de eleições, o plano será também o de indagar os candidatos ao governo do Estado sobre o que cada um pretende fazer para a área de tecnologia na região. A promoção de um debate com os postulantes a ocupar o Palácio Piratini no espaço do Caldeira é uma possibilidade, conforme Krug, empreendedora à frente da Zero Defect.

Em relação à nova casa, o objetivo é seguir se aproximando cada vez mais dos sistemas de inovação e de pequenos e grandes empresários da TI gaúcha.

Por meio do ecossistema, teremos uma melhor visibilidade de tudo o que está acontecendo, em um movimento de troca com o mercado. Assim, poderemos também trazer a demanda do associado para o ecossistema em um trabalho de mão dupla”, declara o presidente do Seprorgs.

Período de aceleração da tecnologia

O período da pandemia fez com que muitas empresas se atentassem para a importância da tecnologia, o que acabou aquecendo o mercado de TI. Segundo a Pesquisa de Mercado MSP 2020 realizada pela ADDEE, somente 5% dos prestadores de serviços de TI consideraram fechar ou vender sua empresa diante da pandemia e isolamento. Além disso, dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) apontam que o setor cresceu 8,3% em 2020, na contramão do desempenho dos demais serviços.

Conforme outro estudo, do IDC, o mercado brasileiro de TI corporativa deve crescer 11% até o fim deste ano.

Para o próprio Seprorgs, o período também foi de aceleração da digitalização de seus processos, com a realização, por exemplo, de mais de 25 eventos online no último ano.

“As empresas de tecnologia foram muito demandadas pela rápida transformação digital provocada pelo momento, algo que contribuiu para a consolidação da inovação e tecnologia no País”, pontua Krug.

P.S: na foto, Rafael Krug e Luis Henrique Petkovicz, presidente e vice-presidente do Seprorgs, respectivamente