scroll

A indústria que quiser ficar viva precisará ser eficiente, e a eficiência vem de processos mais inteligentes e automatizados, ou seja, com cada vez menos intervenção humana. Essa é a visão de futuro que norteia a Pix Force, indtech gaúcha que desenvolve soluções utilizando tecnologias de visão computacional, Inteligência Artificial e Machine Learning.

As imagens que obtidas por câmeras, drones e satélites são interpretadas e se transformam em informações valiosas para diferentes indústrias. Com isso, a startup tem o objetivo de gerar produtividade, reduzir custos e fortalecer a segurança de quem contrata os seus produtos.  

“O mercado que temos pela frente é gigante”, destaca o sócio fundador e CEO da Pix Force, Daniel Moura. Um dos motivos deste bom momento é a caminhada que as indústrias trilham na direção da digitalização. Por outro lado, está o desafio da falta de capacidade de investimento do setor. 

Para superar essa adversidade, o empreendedor afirma que é preciso demonstrar que o retorno do investimento vale a pena. “Migrar de um processo manual e tradicional para um automático tem um investimento, mas o retorno não é demorado e vem com muitos benefícios. Além de reduzir os custos, há menor risco para os trabalhadores e aumento da qualidade”, pontua. 

Avanço na digitalização 

O empresário observa que o processo de digitalização na indústria está acontecendo, mas ainda há um longo caminho pela frente. Para ele, embora a maioria das grandes companhias conte com um departamento de inovação, a cultura de boa parte delas ainda está baseada nos modelos tradicionais. 

Nesta jornada, algumas indústrias estão mais avançadas, como as do setor de óleo e gás. Já outras estão bastante atrasadas, segundo ele, citando a agroindústria. E há quem está no meio do caminho, como os players de mineração e energia. 

Mas, a unanimidade é que todas estão preocupadas e sedentas por soluções inovadoras. “A parceria com startups confere a grandes empresas acesso a produtos de última geração sem que elas precisem investir milhões de reais em desenvolvimento interno”, defende Moura. 

Destaque entre as indtechs do Rio Grande do Sul, a Pix Force está presente no levantamento elaborado pelo Instituto Caldeira e Sebrae RS, que aponta startups consolidadas, escalando o negócio que devem  contribuir para transformar os setores econômicos que estão inseridas esse ano. 

Começo na universidade 

A Pix Force iniciou os seus trabalhos com uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. Partiram de três profissionais e hoje já são 53 integrando a empresa, incluindo doutores, doutorandos, mestres e mestrandos em ciências relacionadas à Inteligência Artificial e computação em geral. 

Em 2014, os fundadores Daniel Moura e Renato Gomes observaram na automatização de análises de imagens uma grande oportunidade. “Um dos grandes diferenciais para que obtivéssemos sucesso foi o fato de o lançamento da empresa ter coincidido com o período em que os computadores com alto poder de processamento e os sistemas de Inteligência Artificial passaram a ser mais acessíveis no mercado”, relata Moura.   

Atualmente, entre os produtos de visão computacional criados pela startup da área industrial estão soluções de inspeção autônoma de torres de transmissão por meio de câmera RGB e termal acoplada a drone, inspeção de qualidade de produtos em linhas de produção, contagem automática de objetos – o que facilita o controle de estoque industrial – e sistemas autônomos para controle de acesso de veículos e pessoas.

Reconhecimentos e internacionalização

Em 2018 e 2019, a Pix Force foi eleita a melhor startup de Visão Computacional pelo Ranking 100 Open Startups. Em 2020, consagrou-se como a número um em Inteligência Artificial no Brasil e a sexta melhor startup no ranking geral.

Em 2019, a empresa iniciou o seu processo de internacionalização e conta hoje com sua matriz nos Estados Unidos e filiais no Brasil e Finlândia. Grandes multinacionais como Shell, KPMG, CPFL, Anglo American, Accenture, Votorantim, Electrolux, Basf e Fibria já utilizaram produtos desenvolvidos pela Pix Force.