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“Menos braço e mais cérebro”. É este o lema da Dootax, startup paulista de automação de processos que, em seu terceiro ano de atividade, incluiu mais dois produtos à sua carteira. Agora, além do Pagamento de Tributos e do Repositório DFe, a companhia tem na Gestão de Certidões e no Caixa Postal Fiscal mais dois serviços para seguir simplificando o dia-a-dia das empresas.

A primeira ferramenta possibilita o gerenciamento de todas as certidões negativas de débito (CND) e certidões positivas emitidas pela empresa em um só lugar, de forma organizada. Já a segunda centraliza todos os Domicílios Tributários Eletrônicos (DTE), criando alertas de notificações importantes e simplificando o acesso da empresa ao Fisco. “São soluções que começam a ganhar cada vez mais corpo e foco em nosso time, tanto no seu desenvolvimento e evolução quanto na parte de marketing”, afirma Thiago Souza, head de marketing e co-fundador da Dootax.

A startup, que tem como propósito simplificar as rotinas do departamento fiscal através da tecnologia, foi uma das que tiveram um impacto positivo durante a pandemia. Isso porque, ao longo deste período, grandes empresas e e-commerces notaram que o isolamento não poderia parar os seus negócios, passando a buscar cada vez mais a automação de seus processos.

As tarefas manuais e repetitivas devem ser executadas por robôs. Os humanos servem para tarefas estratégicas que precisam de cérebro”, destaca o co-fundador. Diante dessa realidade, a Dootax só precisou fazer o seu trabalho, visto que, segundo o head de marketing, o pagamento tributos e o monitoramento de comunicações com o governo (CND e DTe) fazem parte da rotina de qualquer empresa que se preocupa com o compliance fiscal.

De acordo com Souza, o desperdício de tempo diário realizando essas tarefas manuais, normalmente, é usado pelas empresas como Custo-Brasil. No entanto, para a Dootax, isto tem outro nome: custos ocultos. “São custos que os gestores normalmente não colocam na ponta do lápis, não tomam conhecimento e que podem facilmente ser evitados”, explica.

Dentre os exemplos, Souza destaca o Pagamento de Multa e Juros, o Pagamento em duplicidades e Caminhões parados na barreira fiscal. Frente a essa situação, ele acredita que ainda há muito a ser explorado no ramo de automação visando o compliance fiscal.

Para além das novidades tecnológicas, a Dootax está animada com a sua expansão regional. Recentemente, a startup inaugurou uma filial em Recife (PE) e, agora, planeja instalar outra em Porto Alegre.

O Rio Grande do Sul, economicamente, é muito relevante. É o berço de grandes empresas brasileiras”, afirma Souza.

Startup vê no Estado possibilidade de expandir horizontes

Nascida dentro da Flux-IT, uma empresa de consultoria fiscal, a Dootax já conta com 12 parceiros comerciais habilitados para oferecer as suas soluções. No país mais burocrático do mundo, segundo o Banco Mundial, onde se gasta mais de 1,5 mil horas por ano só para o pagamento de tributos, a startup procura descomplicar as rotinas fiscais brasileiras através da tecnologia.

No Rio Grande do Sul, a startup possui clientes como a Gerdau, as Lojas Renner e a Soprano, para as quais realizava o atendimento remoto das contas. Com a expansão regional, a empresa quer esse contato cada vez mais próximo e frequente.

A expectativa, de acordo com Thiago Souza, é de que o time que ficará na filial gaúcha possa desfrutar de toda a sinergia e conectividade que o ecossistema de startups possui. “O Instituto Caldeira é o que mais tem condições de oferecer esses benefícios para nosso time”, avalia.

Raio-x

Nome da startup: Dootax
Nome dos sócios: Thiago Souza, Luis Pessoto, Yvon Gaillard
Estágio: Scale
Segmento: Fiscal, Administrativo/Gestão
Número de colaboradores: 75
Principal produto: Pagamento de Tributos, Gestão de Certidões e Caixa Postal Fiscal