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A Openbox.ai, fintech gaúcha de crédito para pequenas e médias empresas (PMEs), projeta rodar mais de R$ 290 milhões em operações financeiras ao longo de 2021. É um crescimento expressivo em relação ao ano passado, quando registrava R$ 20 milhões em operações. Mas, não são apenas os números que direcionam a visão dos sócios para o futuro da startup e do mercado. A meta é entregar crédito mais justo, com taxas mais baixas, para pequenas e médias empresas que praticam ações sustentáveis em seu dia a dia.

A startup acaba de criar uma Certificação de Índice de Ações Sustentáveis (IAS), projeto desenvolvido no laboratório de pesquisas do Banco Central do Brasil cujo objetivo é informar, conscientizar e incentivar outras PMEs a se tornarem sustentáveis. O projeto teve a parceria da certificadora Ecocert.

Para a Openbox, o conceito de sucesso empresarial é o equilíbrio entre o econômico, o ambiental e o social. Queremos contribuir com o mercado por meio da apresentação de uma nova solução, com crédito mais barato e com processos menos burocráticos para atender as demandas dos nossos clientes, mas também tentando influenciar o mercado na compreensão do valor que a sustentabilidade traz para os negócios”, destaca o CEO da startup, Mauricio Rodrigues.

O início desta jornada

Há cerca de dois anos, a Openbox.ai foi criada justamente com foco em ser uma fintech de antecipação de recebíveis, que visa fortalecer pequenas e médias empresas com a concessão de créditos com taxas mais justas e transparentes do que as instituições tradicionais.

Para ampliar a sua visão de negócios, foi atrás de diferentes ecossistemas. Em janeiro de 2019, a fintech foi incubada pelo Parque Científico e Tecnológico da PUCRS, o Tecnopuc. Em outubro do mesmo ano, passou pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e, desde dezembro do mesmo ano, encontra-se como empresa residente no Distrito Fintech, de São Paulo.

O empreendedor acredita que o Rio Grande do Sul possui um dos ecossistemas mais evoluídos do País. “Digo isso com convicção, pois circulamos em diferentes ambientes, com inúmeros projetos significativos e que já fazem a diferença no cenário nacional”, diz. Mas, como todos os projetos que visam a inovação, existe um longo caminho de evolução que deve ser percorrido na tentativa de renovar pensamentos muito tradicionais de negócios. “Iniciativas como a do Instituto Caldeira, em parceria com outras importantes instituições, contribuem para esse tipo de discussão, fomentando um ambiente aberto à inovação”, analisa.

Quando o assunto é a operação da fintech, Rodrigues, divide os desafios do ano em três frentes. Uma delas é captar investimentos que darão suporte ao aumento da oferta de seus produtos em um cenário de economia fragilizada. A outra é ajustar os controles e análises da fintech com o objetivo de manter os bons níveis de adimplência de sua carteira e adaptar, de uma forma equilibrada. E, por fim, manter a gestão e operação da empresa no formato remoto e híbrido, tendo sempre como prioridade a saúde e o bem-estar de sua equipe.

Ao analisar o cenário macro das fintechs, Mauricio acredita que o ano para o setor deve ser decisivo. “Notamos uma grande aceleração, com a diminuição das barreiras em projetos, parcerias e novos produtos”, avalia. Para o empreendedor, os serviços prestados por fintechs como crédito, seguros, gestão entre outros, são fundamentais e, cada vez mais, essenciais para a manutenção da economia. O caminho agora é ver quais destes projetos vão avançar e se consolidar.

Vamos observar quais fintechs conseguirão vencer a barreira da ideação em 2021, tornando os seus negócios viáveis e rentáveis”, prevê.

Segundo dados do Distrito, hub de inovação para startups, o ano de 2020 foi o melhor ano da história em termos de investimento para as fintechs. Juntas, as startups financeiras brasileiras captaram 1,9 bilhão de dólares ao longo do ano, valor superior ao de 2019, de 1,1 bilhão. Conforme o levantamento, existem atualmente no País 876 negócios que se enquadram nesse segmento.

Por todo este trabalho, a startup está presente no levantamento realizado pelo Instituto Caldeira e o Sebrae RS que traz as startups gaúchas que devem ser destaques em 2021, por verticais. “Nosso time é movido pela transformação que buscamos levar ao mercado e  pela maneira disruptiva com que operamos até aqui. Reconhecimentos como este, em apenas dois anos de estrada, deixam a todos com energia redobrada para encarar os desafios que vem pela frente”, destaca.

Raio X

Nome da startup: Openbox.ai

Nome dos sócios: Mauricio Rodrigues, Fernando Peixoto, Rianne Schaidhauer e Natália Braulio

Estágio: Em busca de escala em 2021

Segmento: Fintech de crédito

Número de colaboradores: 18 + 6 conselheiros

Investimento já recebido: R$ 250 mil smart money da Darwin startups

Principal produto: Antecipação de recebíveis, banco digital, crédito direto, registro de recebíveis e certificação do índice de ações sustentáveis