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O Instituto Caldeira está cada vez mais conectado aos ecossistemas de inovação internacionais e um dos pontos altos deste ano foi a missão do Caldeira à Israel, realizada no início de novembro. Liderados pelo hub de inovação, 20 empresários do RS também participaram de encontros com startups e empresas israelenses para imergir na cultura de inovação que move o país.

Como o principal objetivo do Instituto é apoiar e desenvolver o ecossistema de inovação gaúcho, a visita a Israel ilustra como as conexões internacionais são importantes para conquistar esse nosso objetivo. A missão não teve o intuito de levar somente à equipe do Instituto, e sim, diversos membros da comunidade, conta Pedro Valério, CEO do Instituto Caldeira.

Para quem não sabe, Israel se autointitula a “Nação Startup”, e esse apelido não é nenhum exagero. O país investe 5,4% de seu PIB em pesquisa e desenvolvimento todos os anos, o que o coloca na liderança global em inovação.

Atualmente, Israel tem mais de 9 mil startups em atividade, concentrando o maior número de startups per capita do mundo. Em 2021, as startups israelenses levantaram mais de US$ 25 bilhões em venture-capital, superando qualquer outro país em termos de volume de capital de risco per capita: são US$ 28 mil por habitante.

Tudo isso em um país do tamanho do estado de Sergipe, localizado no meio do deserto.  

Quando comparado ao Vale do Silício, por exemplo, Israel traz ensinamentos muito mais palpáveis de como a gente pode trazer um pouco das características do seu ecossistema para implementar no Brasil, ressalta Carolina Cavalheiro, head of business and community Development do Instituto Caldeira.

A imersão ao país judaíco gerou conexões de peso. Entre elas, o encontro com VP da Wix, Assaf Kindler. A Wix foi a primeira startup israelense a obter crescimento global. O Brasil é o segundo maior mercado da empresa, que tem mais de 230 milhões de usuários ativos pelo mundo inteiro.

A comitiva do Caldeira também foi ao Technion – Israel Institute of Technology, a Universidade mais antiga de Israel e de todo o Oriente Médio, fundada em 1912. Pioneira em pesquisas multidisciplinares, mais de 95 mil diplomas nas áreas de ciências, engenharia, arquitetura, medicina, administração industrial e educação já saíram da Technion. O corpo docente tem 3 ganhadores do Prêmio Nobel: Dan Shechtman, Avram Hershko e Aaron Ciechanover. 

Em outro dia da missão, o Instituto Caldeira visitou a Corsight, maior empresa de inteligência artificial especializada em reconhecimento facial do mundo, e foi recebido pelo VP da empresa, Ofer Ronen.

Robson Santos, superintendente executivo do Banrisul, integrou a comitiva do banco à Israel e contou que, além de todo aprendizado, a visita também foi o primeiro passo para desenvolver parcerias com startups israelenses.

A indústria financeira tem um componente tecnológico muito forte e é isso que destaca as instituições e as torna competitivas. Nós, do Banrisul, embarcamos nesta missão para trazer insights e a possibilidade de firmar parcerias e conexões através de projetos de inovação aberta.

Na visão de Sebastian Watenberg, presidente da Federação Israelita do RS, o Brasil tem uma grande oportunidade em escalar a inovação produzida em Israel no território nacional e, por isso, a missão do Caldeira ao país tem o poder de acelerar essa sinergia. 

O que Israel tem a oferecer a gente já sabe. Também temos que mostrar o que o RS, e o Brasil, tem a oferecer a Israel. Por ser um país muito pequeno, a inovação que Israel produz é exportada para todo mundo. Então aqui existe uma ótima oportunidade para escalar esses produtos e soluções de Israel, ressalta.

O setor de alta tecnologia representa metade das exportações industriais Israelenses e, na visão de Watenberg, o Caldeira, como um hub de inovação, pode ser o player que vai conectar a ponta daqui com a ponta de lá. “Ser um facilitador através das empresas do seu ecossistema”, acrescenta.

Israel: líder em inovação

Localizado em uma região desértica, com pouquíssimos recursos naturais, Israel, que tem apenas 7 décadas de existência, precisou investir em inovação como forma de sobrevivência. 

O ambiente adverso provocou as entidades governamentais e institutos de pesquisas a pensar fora da caixa. Por exemplo, o país hoje é referência em tecnologias de dessalinização da água do mar, um conhecimento que é exportado para todo mundo.  

Essa cultura de inovação está espalhada hoje em todos os setores do país: na educação, na saúde, nas forças militares e no mercado de tecnologia.