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A MEEmpresta, fintech gaúcha de crédito que conecta pessoas que precisam de empréstimo com aquelas que estão dispostas a emprestar, conta com mais de 50 mil usuários em sua plataforma e, para 2022, tem planos ousados: a meta é alcançar 1 milhão de brasileiros, emitindo 25 milhões de títulos financiados diretamente por pessoas.

Posicionada como um canal financeiro de conexão entre pessoas, a fintech trabalha oferecendo soluções de crédito pessoal e capital de giro em uma plataforma capaz de acompanhar as operações de crédito em todas as etapas, desde a captação de tomadores até a recuperação judicial. Ela atende diretamente pessoas e empresas de todo o Brasil, bem como outras fintechs que buscam oferecer serviços aos seus clientes.

Percebemos uma vontade grande do brasileiro de investir o seu dinheiro, porém ainda há muita falta de informação e educação financeira, o que faz com que uma boa parcela da população caia em investimentos inadequados, e aí vem a decepção com baixos rendimentos ou exposição a riscos exagerados”, avalia Jardel Santos, sócio fundador da startup.

Neste sentido, a plataforma busca ser transparente e até mesmo educativa com os usuários. A ideia é entender as necessidades dos investidores, que também podem ser empresas, e apresentar soluções de uma forma clara e objetiva, a fim de garantir a segurança e evitar decepções com os rendimentos. 

Enquanto isso, do outro lado da operação estão os tomadores de empréstimo. A MEEmpresta oferece oportunidades para aqueles que têm um objetivo claro em mente, seja para pagar algumas contas pendentes ou para fazer uma viagem, sempre tentando oferecer o mínimo de juros possível a partir de uma avaliação adequada da situação.

Conseguir empréstimo sempre foi um o caminho mais fácil para se endividar no Brasil, tanto que o consumidor que buscar essaes recursos ficou com imagem de desorganizado financeiramente na sociedade. Já as pessoas que são organizadas com o dinheiro ficam com medo dos juros altíssimos. Na MEEmpresta, nós tentamos mudar esse quadro. Queremos ver o brasileiro lidando melhor com o seu dinheiro”, completa ”, diz Santos.

A fintech foi destaque no levantamento feito pelo Instituto Caldeira e Sebrae-RS, que apontou as startups para ficarmos de olho em 2021. Apesar do bom desempenho no mercado, a startup ainda precisa enfrentar alguns desafios em sua trajetória. Um deles está relacionado à credibilidade das fintechs como um todo, já que grande parte dos consumidores ainda não as enxergam como uma alternativa segura, ainda mais em um momento de crise devido à pandemia.

De acordo com o sócio-fundador, disputar espaço de mercado com os bancos tradicionais requer muita competência. “Acredito que esta é a relação que as startups financeiras devem trabalhar para se manter relevantes. Nosso trunfo para isso são a burocracia reduzida e a busca constante pela inovação”, salienta.

Outro grande desafio é a aceleração proporcionada pelo Open Banking. Segundo Santos, há diversas possibilidades em aberto, e quem sair na frente pode pegar uma fatia boa do mercado. O problema é como implementar de forma simples, para não afugentar o possível cliente, e a solução é a inovação.

Início da fintech

Quando uma pessoa precisa de dinheiro emprestado, ela tem duas opções: pedir para uma instituição financeira ou para alguém. O problema da primeira solução são os juros, normalmente bastante altos, que colocam as pessoas numa espiral de dívidas difícil de sair. Na segunda solução, o problema é para o “investidor”, que não tem garantia alguma de que verá seu dinheiro de volta. 

Foi a partir da vivência desses dois problemas e da experiência que possuía com projetos de tecnologia que Jardel Santos decidiu criar, no ano de 2017, a MEEmpresta. Na plataforma, toda a conexão entre investidores e tomadores de empréstimo é feita em um ambiente regulado, que também auxilia no processo de conscientização sobre os riscos e ganhos envolvidos nas operações.

Santos conta que, na trajetória de construção da empresa, muitos nomes e instituições os ajudaram. Em especial, ele cita a Universidade de Caxias do Sul, através do programa StartUCS, que garantiu a oportunidade de apresentar o projeto, validar a ideia e obter orientação para elevar ainda mais o potencial de inovação do negócio, com acesso a mentoria de grandes nomes do mercado financeiro, e também o Banco Topázio, instituição financeira que apoia a iniciativa desde o início, orientando e regulando a operação.

Cenário para startups

De acordo com o sócio fundador da MEEmpresta, Jardel Santos, o Rio Grande do Sul possui uma vocação para o empreendedorismo. Isso porque, hoje, há muitas marcas gaúchas de grande relevância a nível nacional, o que demonstra a capacidade do Estado em desenvolver soluções inovadoras para o mercado. 

“Agora é a vez da tecnologia e da inovação. Acredito que estamos superando aquele medo inicial de um mercado digital e mostrando que há muito potencial nessa nova realidade”, comenta Santos. Segundo ele, para que essa evolução aconteça de forma mais rápida, as startups gaúchas devem se abrir cada vez mais para as ideias que vêm de fora, buscando soluções em todo o Brasil e até mesmo mundo afora.

Raio-X

Nome da startup: MEEmpresta P2P

Nome dos sócios: Jardel Santos, Diego DalBó e Thiane Fávero

Estágio: Operação

Segmento: Fintech de Crédito 

Número de colaboradores: 5 pessoas

Investimento já recebido: Recebemos da Aceleradora Cotidiano e Investidores Anjos, mas os termos de sigilo não permitem divulgar valores

Principal produto: Plataforma de Empréstimos entre Pessoas (Capital de Giro e Crédito Pessoal)