scroll

Edtech criada em 2016 para aprimorar o ensino de anatomia no Brasil, a MedRoom segue avançando com novas tecnologias para ajudar a encontrar uma solução para um problema que afeta milhões de brasileiros: a morte causada por erros médicos.

A modelagem 3D e estratégias de gamificação estão ajudando a preparar os de cursos da área de saúde analisem individualmente, e com fidelidade, os órgãos dos pacientes virtuais Max e Lucy.  Eles foram construídos a partir de horas de estudo e análise de vídeos, livros e imagens do corpo humano, feitos pela equipe de artistas 3D da startup para captar cores, escalas e texturas dos mais de 14 sistemas.

A MedRoom quer revolucionar a educação médica no Brasil e no mundo. Trazemos a experiência simulada de trabalhar com o orgânico usando a Realidade Virtual com o objetivo de ajudar o aluno a consolidar o conhecimento teórico para chegar à prática melhor preparado”, explica Vinícius Gusmão, cofundador e CEO da MedRoom.

Levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar da Universidade Federal de Minas Gerais (IESS-UFMG) mostra que, todo ano, dos 19,4 milhões de pessoas tratadas em hospitais no Brasil, 1,3 milhão sofrem pelo menos um efeito colateral causado por negligência ou imprudência durante o tratamento médico, resultando em aproximadamente 55 mil mortes por ano no País.

Para a MedRoom, uma das respostas para minimizar isso está na simulação realística, uma forte tendência da área da saúde. Para isso, a solução criada é capaz de reproduzir de maneira lúdica e intuitiva a estrutura anatômica do corpo humano em Realidade Virtual. Com isso, permite o estudo de cada parte usando conceitos de gamificação. “A vantagem mais evidente para o aprendizado e experiência por meio da nossa solução é a oportunidade de interagir e treinar com um “paciente” de aspecto vivo e real, em que é possível ver as estruturas anatômicas funcionando em um ambiente controlado, com uma jornada guiada e gamificada dentro do VR”, relata Gusmão.

A startup foi fundada em 2016 por ele e Sandro Nhaia, atual CTO da operação, com o foco de desenvolver experiências e simulações destinadas ao treinamento e à educação em saúde para instituições de ensino, aplicando a imersão da tecnologia de realidade virtual.

“Vimos a oportunidade de negócio após notarmos o gap enorme entre a teoria e a prática no ensino das universidades. Hoje mais de 30 instituições dentro e fora do Brasil usam nossos serviços, como no México e Paraguai”, conta.

Para as instituições de ensino, a ferramenta de simulação, batizada de Atrium, oferece uma nova dinâmica de ensino-aprendizagem e torna mais práticos e baratos os treinamentos em cursos de graduação ou de especialização médica. Além disso, a startup também constrói e entrega simulações como casos clínicos e outros tipos de treinamentos de imersão de alunos e profissionais.

Em 2020, a MedRoom foi adquirida pelo Grupo Ânima para fazer parte da vertical Inspirali, responsável pela integração, gestão e desenvolvimento de suas escolas médicas.

Para as universidades, levamos também uma otimização de custos ao se considerar a estrutura necessária para o laboratório de anatomia tradicional, como materiais de uso recorrente e pessoal. É uma ferramenta virtual que auxilia todas as pontas do processo, desde os centros educacionais até os futuros pacientes, que serão tratados por médicos ainda mais bem preparados”, finaliza o CEO.

Raio-X

Nome da startup: MedRoom

Nome dos sócios: Vinicius Gusmão e Sandro Nhaia

Estágio: Scale-up

Segmento: Tecnologia e educação médica

Número de colaboradores: 25

Investimento já recebido: O Hospital Albert Einstein, por meio de seu centro de inovações Eretz.Bio é um dos principais parceiros de investimentos e desenvolvimento da solução. Além da Eretz, houve mais uma empresa como investidor estratégico e acelerador. Ao total, já recebeu cerca de R$ 3 milhões em investimentos. A empresa foi comprada pela Ânima Educação em 2020.

Principal produto: O Atrium, laboratório virtual que utiliza imersões em imagens 3D e gamificação em VR, visando elevar o treinamento de alunos em faculdades de medicina e cursos na área da saúde para outra dimensão.