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“Estar em um ambiente tão inspirador, de desenvolvimento e inovação nesse templo da inovação, é um passo a ser comemorado.”

A frase cheia de significados resumiu a percepção do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em sua primeira visita ao Instituto Caldeira, em Porto Alegre, na manhã desta segunda-feira (30). Freitas caminhou pelo espaço, conferiu startups que estão no ecossistema e depois teve um rápido encontro com empresários e dirigentes do setor de transportes do Rio Grande do Sul.

O ministro veio à Capital para uma agenda ligada à implementação da plataforma DT-e (Documento de Transporte Eletrônico), ainda dependendo da aprovação final no Congresso Nacional, que contou com a oficialização de um termo de acordo com o governo estadual, o primeiro com uma unidade da federação na área. O DT-e é uma aposta para desburocratizar e elevar a eficiência do setor no Brasil.

A tecnologia é um pilares desse sistema, ressaltou Freitas, que prestigiou também a largada na parceria entre o Caldeira e a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do RS (Fetransul), que terá uma equipe no hub dedicada a pensar e desenvolver inovação para o segmento.

Precisamos fazer esta aliança entre tecnologia e provisão de infraestrutura. Estas coisas estão casadas”, reforçou Freitas, citando que não adianta fazer bilhões de reais em aportes em obras em ferrovias, estradas, portos e aeroportos se não vier junto a integração tecnológica.

Segundo ele, o desafio é ter 4G, 5G e fibra ótica para instalar nas estradas para garantir uma operação mais automatizada e tecnológica. “Por isso, estamos no Instituto Caldeira hoje, que é essa célula de fomento à criatividade e startups, e que promove a união de poder público com o setor privado para o desenvolvimento de tecnologias transformadora”, valorizou o ministro, citando a agregação de empresas no ambiente, definido ainda por ele como “uma grande incubadora de talentos”.

O diretor executivo do Caldeira, Pedro Valério, destacou, diante da receptividade da autoridade, que o propósito do Instituto é fomentar a inovação e discutir os impactos de novas tecnologias em todos os segmentos. “Tudo que tem a ver com digitalização e transformação e contexto de ambiente econômico”, conceituou o executivo.

“A adoção de tecnologias de comunicação como 5G e Internet das Coisas (IoT) é nossa praia. A gente não entende muito de infraestrutura, mas de tecnologia sim”, resume Valério, citando que ramos tradicionais se instalaram na área, além de segmentos emergentes, e até mesmo a área pública, como a sede da Secretaria de Desenvolvimento de Porto Alegre que tem sua sala no hub.

A gente acredita que é a partir dessas conexões que conseguimos criar um ambiente de negócio com mais liberdade, competitivo e pró-mercado”, arremata o diretor executivo do Caldeira.

Freitas observou ainda que os segmentos econômicos precisam da energia criativa de hubs como o Caldeira para injetar nos empreendimentos, que serão impactados pelo uso de 5G, fibra ótica e Internet das Coisas (IoT).

“Isso vai elevar a eficiência e reduzir custos, além de gerar muitos dados que vão facilitar o esforço de planejamento”, concluiu o ministro, indicando o efeito para quem é governo e precisa acompanhar a evolução e demandas da matriz econômica.