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A adoção de soluções digitais para a educação e a proximidade com startups é uma das grandes apostas da IMED para apoiar a formação dos talentos que a nova economia exige e, ao mesmo tempo, ajudar as empresas a se tornarem referência em inovação. Foi pensando nisso que a instituição de ensino superior, com campi em Porto Alegre e Passo Fundo, deu mais um passo recentemente: tornou-se fundadora e passará a ter um braço de operação no Instituto Caldeira, em Porto Alegre.

As obras do novo espaço devem começar entre os meses de agosto e setembro deste ano. Temos a intenção de conectar os alunos diretamente com o mercado. Vamos estar no Caldeira com todas as nossas áreas de tecnologia”, conta Marcia Capellari, presidente da fundação IMED e diretora de inovação e negócios da IMED.

A instituição quer aumentar a sua presença física no Rio Grande do Sul, com abertura orgânica ou aquisição de faculdades em mais sete cidades do Rio Grande do Sul: Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Erechim, Ijuí, Pelotas, Santa Maria e Santa Cruz do Sul. Os espaços físicos possuem foco na experiência do cliente com forte presença digital e a perspectiva é estimular a economia do Estado.

Marcia explica que um dos grandes diferenciais das formações da IMED é que os trabalhos de conclusão de curso são práticos, preparando os estudantes para a criação de uma empresa, de forma que o esse, pode ao invés de fazer um Trabalho de conclusão de curso extenso, sair com uma MEI, ou CNPJ e, muitas vezes, dependendo do modelo de negócio, até mesmo sair com investimentos de outras companhias. “Um exemplo disso, é um estudante de medicina que criou um app para telemedicina e recebeu um investimento da Farmácia São João”, conta.

Este formato de trabalho se deve à proposta da IMED de levar problemas reais vividos por empresas para dentro das salas de aula que possuem o caráter de um laboratório. Eles são pensados a partir daqueles vivenciados pelas companhias que fazem parte da Aliança Empresarial Norte RS – uma iniciativa criada pela própria instituição e que tem como sócios fundadores e fazem parte da governança BSBOS, Coprel, Cotrijal, Farmácias São João, Grupo Grazziotin, Hospital Ortopédico, Metasa e Oniz Distribuidora. Além dos associados do programa como partners Stara, Una Construtora e Sicredi Passo Fundo. Juntas, as empresas do conselho da Aliança faturam mais de R$ 15 bilhões e impactam mais de 21 mil empregos.

O mercado precisa de profissionais que resolvam problemas reais, e aqui na instituição eles começam a ser resolvidos ainda na faculdade que conecta mentores e investidores para ampliar a experiência”, destaca Marcia.

Processos de inovação de empresas

Na visão da diretora de inovação e negócios da IMED, o primeiro passo para a inovação das empresas é simples: identificar quem são aquelas pessoas que estão dentro da companhia que podem contribuir para o seu futuro. No lugar de hackathons ou programas focados nesta pauta, o ideal é criar um pequeno comitê de inovação. “Nós temos um assessmet gamificado para mapear o grau de liderança inovadora dos cpfs da empresa”, exemplifica.

A estratégia parece estar dando certo, já que a instituição segue investindo em projetos de educação e em hubs de inovação. Recentemente, anunciou ao mercado um fundo de R$ 2 milhões só para investir em edtechs. A perspectiva é investir em até oito startups de educação.  “Oferecemos trilhas de desenvolvimento de pessoas que possam resultar em inovação nas empresas, pois no final do dia sempre falamos de pessoas com propósito para gerar transformação”, analisa Marcia.

Papel das universidades

Segundo Eduardo Capellari, CEO e um dos fundadores da IMED, as universidades ainda estão muito distantes do mundo empresarial. Para ele, embora essas instituições tenham um papel importante no incentivo à inovação no mercado, esse movimento tem sido cada vez mais protagonizado pelas empresas, que compreenderam a necessidade de repensar o seu modo de atuar. “As universidades precisam mudar a forma de fazer, senão ficarão para trás”, alerta.

A preocupação dele se deve ao fato do Rio Grande do Sul ter perdido 700 mil habitantes na última década, sendo grande parte composta por jovens em idade economicamente ativa. Isso porque muitos deles foram embora do Estado logo após se formarem.

Na medida em que temos a oportunidade de conectar startups com empresas com solidez econômica, geramos oportunidade de retenção de talentos, diversificamos a nossa economia e aumentamos a geração do Produto Interno Bruto (PIB)”, salienta o CEO.