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Depois de uma atuação vencedora nos últimos anos na liderança da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), o empresário Daniel Leipnitz agora encara um novo desafio, como presidente do Sapiens Parque, localizado no norte da ilha, em Florianópolis (SC).

Ele aceitou o convite do governador Carlos Moisés, que pretende fazer do local um modelo de desenvolvimento econômico para Santa Catarina. “Vamos tirar o estigma de empreendimento imobiliário do Sapiens Parque e criar uma ideia de pertencimento, para que toda comunidade possa se sentir parte deste grande projeto. Queremos construir, juntos, um sonho de futuro para Santa Catarina a partir do Sapiens.”, destaca. Recentemente, ainda durante a sua gestão na Acate, ele recebeu um grupo de empresários do Instituto Caldeira, que foram conhecer a iniciativa catarinense.

O Sapiens está completando 20 anos e, durante a sua jornada, passou por todas as dificuldades geralmente enfrentadas por um  empreendimento que tem como principal acionista o poder público, no caso, o governo do estado de SC. Sem falar nas particularidades, como a demora na obtenção de licenças ambientais gigantescas, especialmente por se tratar de um projeto com área total 431,5 hectares.

“O Sapiens é maior que todo centro de Florianópolis. É um espaço importante para o desenvolvimento do estado e, com essa convergência, essa vontade política de se trabalhar e se desenvolver, agora acredito que vamos avançar”, projeta Leipnitz.

E sabe em qual projeto o Sapiens se espelha? O Parque Científico e Tecnológico da Pucrs – o Tecnopuc. A iniciativa gaúcha é uma das nossas grandes referências. Queremos levar universidades para dentro do parque, com seus cursos e a sua capacidade de formar talentos. Desta forma, nos tornaremos atrativos também para as empresas, que vão querer estar por perto”, relata o gestor, citando que esse também é o modelo vencedor de regiões como o Vale do Silício e Boston, nos Estados Unidos.

Atualmente, cerca de 4 mil pessoas já trabalham no Sapiens, espalhadas em alguns prédios como o da incubadora da Acate, a Softplan e outras empresas, como da área de nanotecnologia, áreas de pesquisa da Universidades Federal de Santa Catarina, o Instituto Senai de Inovação, a Fundação Certi e empresas como Softplan e FabLab.

Para ele, o Sapiens tem um potencial enorme, mas ainda pouco aproveitado. Para resolver isso, precisa muitos recursos, por isso, Leipnitz já está trabalhando no planejamento para tornar essa iniciativa atrativa para investidores. Isso significa ser capaz de trazer segurança jurídica para quem for investir lá.

Meu sonho grande é que cada cidadão catarinense enxergue o potencial do Sapiens poder mudar a vida das suas famílias, e tenha orgulho desta iniciativa”, projeta.

Livro apresenta vetores que tornaram Florianópolis exemplo

Outra novidade de Daniel Leipnitz é o lançamento do livro Ponte para a inovação: como criar um ecossistema empreendedor, em parceria com o jornalista Rodrigo Lóssio. A obra apresenta os 32 vetores que tornaram Florianópolis um dos ambientes mais competitivos para o desenvolvimento de negócios nas áreas de tecnologia e inovação no Brasil.

Os autores convidaram diversos atores e protagonistas de diferentes momentos do ecossistema, referências em seus segmentos de atuação, para produzirem artigos a partir de eixos temáticos específicos, considerando como Florianópolis desenvolveu esse vetor, quais os desafios para o futuro e como desenvolver esse vetor.

A obra pode ser adquirida pelo site ou pela Santa Editora.