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Tente identificar os ingredientes de um produto que você está adquirindo lendo apenas seu rótulo. Desafiador, não é mesmo? Mas, essa tarefa  conta agora com um aliado tecnológico: o aplicativo da Loomos, lançado em 2020, que usa a tecnologia Optical Character Recognition (OCR) para ler informações dos rótulos e compará-las com uma base própria de mais de 10 mil ingredientes.

Saber o que estamos consumindo é uma demanda cada vez mais comum dos consumidores, tanto por quem busca uma alimentação saudável ou é vegano como por pessoas que possuem alergias ou intolerâncias, e precisam cuidar muito o que ingerem.

Você sabia que determinado tipo de amendoim industrializado pode ter um aditivo de origem animal em sua formulação? Ou que as margarinas, embora sejam classificadas como de origem vegetal, podem conter na sua composição ingredientes de origem animal?

Um único ingrediente pode ter mais de cinco ou seis formas diferentes de ser apresentado em um rótulo. O Loomos vai ajudar o consumidor a descobrir se um produto possui glúten, lactose, corantes, aditivos, açúcares ou qualquer elemento que o consumidor queira evitar, tenha intolerância ou alergia”, explica o cofundador da foodtech, Fábio Licks.

Ao abrir o app pela primeira vez, você escolhe seu perfil alimentar e elenca o que não quer consumir. Feito isso, aponta a câmera do celular para o rótulo de ingredientes da embalagem e o Loomos traduz essas informações. A ferramenta, inclusive, alerta o usuário para os itens que ele assinalou como os que não deve ingerir.

O banco de dados do app é composto por mais de 10 mil ingredientes catalogados e organizados em mais de 25 categorias distintas, agrupadas em dezenas de perfis alimentares.

Outro benefício é que o app vai além do que prevê a lei de rotulagem brasileira, auxiliando quem simplesmente não gosta de um determinado tempero ou prefere evitar aditivos e conservantes. Atenta ao fato de que qualquer ingrediente pode causar algum tipo de alergia, a empresa atualiza sistematicamente sua lista de produtos com o feedback dos usuários, ampliando a lista de possíveis comidas alérgicas que não estão cobertas pela legislação que regula os rótulos.

“O consumidor não é obrigado a saber quais aditivos são potenciais causadores de câncer, por exemplo, mas ele não quer consumir esses aditivos. Então basta informar ao sistema e nós fazemos o resto”, exemplifica Licks.

Os resultados para a solução desenvolvida em solo gaúcho tem sido de um engajamento crescente e orgânico. Com cerca de 5 mil usuários no sistema Android e 10 mil no iOS, e uma taxa de permanência no app de 70%, o Loomos tem caído no gosto dos usuários.

“Nossos downloads estão acima do esperado para um aplicativo que não tem grandes recursos para investir em marketing. Em menos de um ano estamos entre os 3 mil apps mais utilizados, o que avaliamos ser um começo incrível”, destaca.

O aplicativo Loomos possui dois modelos de uso: um gratuito e outro por assinatura. Conforme explica o cofundador da solução, a empresa está repensando esse modelo e quer tornar o sistema totalmente gratuito. Para isso, é preciso acelerar investimentos e crescer em números de usuários ativos na plataforma.

A foodtech está em processo de reposicionamento de marca para ganhar mais capilaridade. “Vamos buscar investimentos e fazer com que o Loomos chegue a mais usuários e, assim, os ajude a saber o que estão comendo”, enfatiza Licks.

Ele explica que, embora o Rio Grande do Sul tenha um ambiente sólido de inovação, com diversos centros de tecnologia e aceleradoras, ainda é preciso descentralizar os investimentos nas startups, que hoje são destinados a um grupo menor de empresas.

A Loomos está presente no levantamento realizado pelo Instituto Caldeira e o Sebrae RS que traz as startups gaúchas que devem ser destaques em 2021, por verticais.

O diferencial da tecnologia OCR

A startup segue trabalhando no aperfeiçoamento constante da tecnologia OCR, que lê e identifica os caracteres dispostos nos rótulos. Essa ferramenta é, justamente, um ponto alto da Loomos no mercado.

Isso porque, os demais aplicativos alimentares  fazem a leitura do código de barras. A diferença é que, ao ler as informações do rótulo, elas são comparadas a uma base própria e exclusiva do Loomos. Se a leitura fosse por código de barras, a comparação dependeria das bases de dados de cada marca de alimento.

“O Loomos é mais do que informativo, ele contribui para a educação alimentar. Contamos com a consultoria permanente de uma nutricionista especialista na área de alergias e intolerâncias, que atualiza constantemente o banco de dados com novos ingredientes e suas nomenclaturas”, finaliza Licks.

Raio-x

Nome da startup:  Loomos

Nome dos sócios: Fábio Rodrigo Licks e Rodrigo Busata

Estágio: crescimento

Segmento: foodtech

Número de colaboradores: 2

Investimento já recebido: bootstrap

Principal produto: Loomos, aplicativo que utiliza reconhecimento de caracteres e realidade aumentada para ler e destacar os ingredientes presentes nos rótulos dos alimentos de acordo com a preferência alimentar escolhida