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Conectar investidores em busca de retornos significativos na nova economia e empresas inovadoras à procura de recursos para viabilizar seus projetos. Essa é a missão da CapTable, plataforma de investimentos em startups da StartSe que nasceu em 2019 e já contabiliza resultados consistentes: mais de R$ 17 milhões captados, 16 startups investidas e 3 mil investidores ativos dentro do seu ecossistema. 

Em agosto de 2020, quando completou um ano de operação, a fintech conquistou um feito inédito. Fez uma captação em tempo recorde no País: R$ 1.050.000,00 em apenas três dias para a startup Umbler, focada em soluções para hospedagem de sites. 

O CEO da CapTable, Paulo Deitos, comenta que 2020 foi mesmo um ano positivo para as empresas de inovação em finanças Um dos motivos, segundo ele, foi a diminuição do receio sobre o uso de tecnologia durante o período e a maior percepção de que os serviços das fintechs são confiáveis e fáceis de serem adotados. 

“As pessoas passaram a enxergar que fazer um investimento em empresas em estágio inicial é uma excelente oportunidade, porque a startup ainda está barata em relação ao que pode valer no futuro. Esse é um grande atrativo ao investidor”, analisa o empreendedor. Pesquisa realizada pelo Radar Fintechlab mostra que o número de fintechs no País saiu de 604 em junho de 2019 para 771 em agosto do ano passado, um crescimento de quase 28%. 

 

Para 2021, a expectativa é de que esse avanço do mercado possa se consolidar. Conforme o CEO da CapTable, um dos principais desafios a serem enfrentados para que isso aconteça é a falta de mão de obra no setor de TI, que tem impactado, especialmente, as jovens empresas. “Startups sempre têm muito mais demanda de mão de obra do que conseguem absorver do mercado”, afirma. 

A Captable é uma das fintechs presentes no levantamento elaborado pelo Sebrae RS e Instituto Caldeira que aponta as startups que prometem fazer a diferença em 2021. “Ficamos muito felizes. Somos uma das startups mais novas da lista, mas todo o nosso time já tinha muita experiência e esse reconhecimento só demonstra que estamos trilhando o caminho certo”, celebra Deitos. 

A bolsa de valores de startups do Brasil   

As plataformas de investimentos em startups utilizam um modelo regulamentado pela CVM em 13/07/2017 através da Instrução Normativa CVM 588. De acordo com as normas regulatórias, ofertas públicas de investimentos coletivos podem arrecadar um montante de até R$ 5 milhões. Foi isso que tornou possível a chegada ao mercado de players como a CapTable. 

Deitos vinha da área de crowdfunding imobiliário – foi o fundador da Urbe.me – e, ao se aproximar de Guilherme Enck e da StartSe, veio a ideia de juntos, criarem uma ferramenta que pudesse ser reconhecida como “a bolsa de valores de startups do Brasil”.   

Após um ano e meio de sua fundação, a plataforma de distribuição de ofertas públicas de valores mobiliários já desponta como líder de mercado. Conforme o CEO da startup, a formação da empresa se deu, desde o início, por uma equipe de integrantes com trajetórias bem sucedidas no mercado financeiro e empresarial, atuantes do ecossistema de startups e fintechs, o que foi decisivo para o rápido sucesso do negócio. 

Para 2021, a expectativa é de que a fintech gaúcha possa crescer dez vezes mais em relação ao ano passado. Para isso, já há um planejamento para que o modelo de negócios da startup evolua com o mercado secundário, permitindo a transação entre pessoas de suas participações das empresas. “Isso deve mudar o jogo, porque gera liquidez e passa a ser muito mais atrativo ao investidor”, analisa Deitos. 

Evolução do ecossistema gaúcho

O empreendedor enxerga o ecossistema de inovação do Rio Grande do Sul evoluindo Mapeamento da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) mostra uma tendência de expansão de empresas de inovação no Estado. Em 2020, eram 945 startups, um salto de 2,9% em relação ao ano anterior. Em 2015, eram somente 183. Os gaúchos ficam atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo entre os estados que possuem maior número de negócios do gênero. 

“Acho conseguimos quebrar esse estigma do gaúcho que não deseja o sucesso dos outros, pois as pessoas se ajudam muito no mundo da inovação daqui, o que tem refletido em crescimento em um curto espaço de tempo. Somos muito fortes em educação e podemos evoluir ainda mais”, conclui Deitos. 

Raio-X

Nome da startup: CapTable

Nome dos sócios: Paulo Deitos, Guilherme Enck, Leonardo Zamboni, Erico Freitas e StartSe

Estágio: Growth

Segmento: Fintech

Número de colaboradores: 13

Investimento já recebido: 100% bootstrap

Principal produto: crowdfunding de investimento em startups