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Secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Luís Lamb formou-se em Ciência da Computação pela Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é PhD pela Imperial College London.

Antes disso, foi pró-reitor de pesquisa e professor da UFRGS e atuou como Coordenador do Comitê Gestor da Aliança para Inovação – iniciativa criada através da articulação entre UFRGS, PUCRS e Unisinos em prol de um melhor ecossistema de inovação, conhecimento e empreendedorismo do estado. Em 2018, recebeu o Prêmio Pesquisador Gaúcho, na categoria Destaque na área de Computação.
 Parceiro do Instituto Caldeira e entusiasta de iniciativas que promovam o ecossistema de inovação do estado, tivemos a oportunidade de conversar e abordar alguns aspectos essenciais para esse momento de transformação.

Falamos sobre o atual contexto do Rio Grande do Sul do ponto de vista de inovação, o impacto da transformação digital na nossa sociedade, assim como a importância de iniciativas como o Instituto para contribuição desse processo. 

Como o Estado vem atuando para ser protagonista no aspecto de inovação no Brasil?

“O Estado do Rio Grande do Sul tem liderado e dado exemplos em termos de articulações em prol da inovação. Exemplos tais como o projeto da Aliança para Inovação, que surgiu de universidades e empresários que incitaram a Prefeitura de Porto Alegre e o Poder Público, numa parceria a quatro mãos, incluindo: empreendedores, agentes cruciais no desenvolvimento e na geração de valor; a academia, que entrega conhecimento nas mãos de quem empreende com a sociedade; a sociedade organizada, através de inúmeros grupos de articulação de empresários, empreendedores e lideranças sociais; e do Governo, que tem um papel preponderante, principalmente aqui no Brasil, em termos de articulação dos demais atores.

Nesse sentido, podemos citar também o projeto de inovação Inova RS, que visa justamente a articulação desses agentes em prol de um estado mais moderno, alinhado as novas tecnologias e que as coloquem em prol de uma melhoria da qualidade de vida, assim como da qualificação das atividades econômicas.”

Qual o impacto da transformação digital em nossa sociedade nos próximos anos?

“A transformação digital já é uma realidade. Realidade, inclusive, que pressiona tanto organizações públicas, quanto privadas. Aqueles que não fizerem uma transformação ágil dos seus negócios e não perceberem que a tecnologia, hoje, é core, é o núcleo dos seus negócios e não apenas um mero auxílio ou centro de custos, não perceberão a nova realidade econômica mundial.

Essa aceleração da transformação digital será ainda maior nos próximos anos. Não há dúvidas que ela vai alterar significativamente negócios, assim como relações interpessoais e sociais, em termos de valor.

As organizações que não se prepararem para essa transformação, se tornarão cada vez menos relevantes e menos alinhadas com o momento atual e, principalmente, com o futuro da economia e da cultura mundial.”

Como instituições como Caldeira podem auxiliar na transformação do nosso Estado e na aproximação dele da chamada Nova Economia? 

“Instituições como o Instituto Caldeira são fundamentais nesse novo modelo econômico. Modelo esse, do Século 21, que coloca lado a lado conhecimento dos empreendimentos e das necessidades econômicas impulsionadas por um novo consumidor. Esse, por sua vez, quer agilidade, demandando cada vez mais conhecimento, resultados ágeis e transparência.

Ao aproximar empreendedores daqueles que produzem conhecimento, o Instituto Caldeira tem um papel fundamental na transformação da nossa cidade, do nosso estado e do nosso país.

 

Tem o papel de alinhar nossos empreendimentos e sociedade com tudo o que vem acontecendo no Século 21, que, por sua vez, é o século do conhecimento, onde aquilo que não é material, e sim intelectual, passa a ter mais valor do que o físico e do que vem diretamente da exploração da natureza.

Temos que estar atentos, pois a agregação de conhecimento será cada vez mais relevante. Nesse sentido, o Caldeira tem o compromisso de manter Porto Alegre alinhada com todas as tendências mundiais.”