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A Oracle mal de instalou no Instituto Caldeira e o presidente no Brasil da multinacional , Alexandre Maioral, já se conectou com uma das startups que circulam pelo hub de inovação. Por enquanto, virou cliente como CPF, como brinca. “Conheci aqui a Yours Bank (banco digital que se propõe a ensinar educação financeira para crianças e jovens) e criei uma conta para a minha filha de 14 anos”, conta.

Não dá para negar que a perspectiva dessa relação já começou animadora. Recentemente, o executivo esteve em Porto Alegre (RS) para participar do programa Ebulição, uma parceria do Caldeira com o Sebrae-RS, e que busca desenvolver e capacitar startups e conectá-las ao ecossistema de inovação.

A Oracle tem o DNA de startup. Somos uma empresa jovem, temos 44 anos de existência, mas ainda assim sabíamos que precisávamos estar mais próximos das iniciativas que estavam nascendo, com programas de educação e de aceleração de startups, dando mentorias para apoiar os times de vendas e, por meio de créditos, ajudar as startups a iniciar suas operações já em cima da nossa tecnologia”, comenta.

Maioral aproveitou a visita ao Caldeira para fazer o kick off simbólico do início das operações no local. O Caldeira passará a abrigar a regional Sul, tem capacidade para 35 pessoas e deve estar pronto entre janeiro e fevereiro de 2022. “Vimos que, com essa conexão com o Caldeira, poderíamos ser ainda mais relevantes na região e contribuir para essa retomada do mercado”, explica Maioral.

Ao avaliar o período desde que iniciou a pandemia, o executivo comenta que algumas empresas mais preparadas, enquanto outras estavam zero preparadas para o mundo digital. Mas, todos correram muito rápido. Ele cita o exemplo da Grendene, cliente da Oracle, que em 11 meses lançou 11 lojas virtuais. Cada linha deles cresceu mais de 200% com as lojas virtuais.

A tecnologia se tornou sobrevivência. Essa adaptação foi extremamente acelerada e, também, foi uma oportunidade na qual pudemos exercer nosso propósito, que é transformar o mundo através da tecnologia e da inovação”, analisa.

Maioral diz que a expectativa agora é pela retomada do trabalho presencial em todo Brasil, o que deve acontecer no próximo ano. “A ansiedade é grande, mas vamos voltar de forma híbrida, usando a inteligência de todo esse período de aprendizado que tivemos. Vai ser importante voltar a ter encontros com o time e clientes”, relata.

À frente da multinacional desde junho desse ano, tem como meta chegar aos três dígitos em receita e tamanho da operação no Brasil, mas também nos projetos de diversidade e educação.

Uma das iniciativas da companhia é que, a cada contrato assinado com os clientes (de qualquer porte), a Oracle se responsabilizará pela educação de cinco pessoas no Brasil. É o Oracle Next Education, que nasceu no Brasil e está sendo estendido também para a América Latina. “A educação é fundamental e a diversidade acelera novas formas de pensar, criar soluções e inovar. Se avançarmos nesses pilares, não tenho dúvida que a consequência o será crescimento da nossa receita”, aposta.