missões internacionais

Se a inovação não atravessa fronteiras, ela fica pequena – Confira as ações de internacionalização do Instituto Caldeira em 2025

Em um mundo em que ideias competem em escala global, inovar localmente já não é suficiente. Para o Instituto Caldeira, estar presente no debate internacional não é um movimento pontual, mas uma estratégia clara: conectar Porto Alegre aos principais centros de decisão, tecnologia e capital do mundo – e trazer esse aprendizado de volta para fortalecer o ecossistema gaúcho. Ao longo de 2025, essa visão ganhou corpo por meio de missões internacionais, parcerias estratégicas e articulações globais que reforçam a ambição do Caldeira de atuar como um hub verdadeiramente internacional.

O movimento não se restringiu a um continente nem a uma única lógica de inovação. Pelo contrário: Londres, Vale do Silício e China formaram um roteiro diverso, complementar e intencional, desenhado para compreender diferentes modelos de desenvolvimento tecnológico, econômico e social.

A primeira parada foi Londres, em uma missão focada em deep techs e Inteligência Artificial. Em parceria com a Invest RS, a delegação mergulhou em um ecossistema que aposta em visão de longo prazo, capital paciente e integração entre inovação, energia e política pública. Os aprendizados sobre fusão nuclear, computação quântica e colaboração entre grandes empresas, universidades e governo mostraram como a inovação pode ser estruturada como estratégia nacional. Reflexões como as de Carol Bücker e Sandro Cortezia evidenciaram o contraste entre os modelos e reforçaram a urgência de investir na formação e retenção de talentos no Brasil.

Na sequência, o Caldeira, junto com a Invest RS, seguiu para o Vale do Silício, onde a lógica da inovação ganha velocidade, escala e apetite ao risco. Mais do que tecnologia, o aprendizado esteve na cultura: empreendedorismo, capital de risco e redes globais como motores de transformação. Essa experiência ajudou a complementar a visão europeia, mostrando como ousadia e acesso a investimento são peças centrais para competir globalmente.

O ciclo internacional de 2025 foi encerrado com uma imersão estratégica na China, em parceria com o Governo do RS e a Invest RS. A missão permitiu entender como a segunda maior economia do mundo integra tecnologia, infraestrutura e política industrial em larga escala. Visitas a empresas como Huawei, Alibaba e Baidu, além de universidades como a Tsinghua, revelaram um modelo baseado em velocidade, escala e forte articulação entre setor público e privado. Os aprendizados da missão à China consolidaram uma visão mais ampla: inovação não é apenas sobre criar, mas sobre implementar rápido e em grande escala.

Paralelamente às missões, o Instituto Caldeira também ampliou sua atuação internacional por meio de articulações estratégicas. Durante o Brazilian Week, em Nova York, o Caldeira esteve ao lado de parceiros como IBM, Salesforce e Invest RS, fortalecendo agendas de capacitação em IA, educação tecnológica e transformação digital. A visita à sede da OpenAI simbolizou esse posicionamento global, conectando o ecossistema gaúcho às discussões mais avançadas sobre o uso ético da Inteligência Artificial no setor público.

Esse movimento ganhou ainda mais consistência com a assinatura do acordo que criou o programa Cross Global Innovation, formalizando a cooperação entre o Caldeira, a Invest RS e o Governo do Estado. A iniciativa estabelece bases concretas para missões conjuntas, soft landing, atração de investimentos e promoção internacional do Rio Grande do Sul como porta de entrada para a inovação na América Latina.

A internacionalização também se manifesta nas histórias que nascem dentro do próprio hub. Parcerias como a da Mercado Net Zero com a iWill mostram que a cultura global começa em casa – pela preparação de equipes, pelo domínio do idioma e pela ambição de dialogar com o mundo desde o início.

Esse conjunto de ações se conecta diretamente à consolidação de Porto Alegre como polo global de inovação, reforçada pela confirmação do South Summit Brazil 2026. Ao atuar como articulador do evento e do ecossistema, o Instituto Caldeira amplia fronteiras e reafirma seu papel como ponte entre talentos locais e oportunidades globais.