
Inovação, conexões e conhecimento: os grandes eixos que nortearam o ano no Instituto Caldeira
Em 2025, o Instituto Caldeira consolidou-se como um dos principais espaços de conexão entre inovação, conhecimento e capital relacional no País. Mais do que receber grandes nomes, o Instituto atuou como um ponto de encontro. A partir de diferentes perspectivas – da tecnologia ao esporte, da educação aos negócios -, o Caldeira gerou conexões, encontros, além de compartilhar experiências.
Os debates sobre Inteligência Artificial foram um dos fios condutores do ano. No AI Day, especialistas como Ronaldo Mota, Claudia Costin e Pegor Papazian trouxeram ao centro da conversa um ponto comum: em um mundo de máquinas cada vez mais autônomas, o diferencial seguirá sendo humano. Pensamento crítico, criatividade, empatia e metacognição foram apontados como competências essenciais para garantir que a tecnologia permaneça alinhada aos valores da sociedade. O alerta foi claro – não se trata apenas de aprender a usar ferramentas, mas de formar pessoas capazes de refletir sobre o próprio pensamento.
Essa visão ganhou escala com a presença de Peter Diamandis, fundador da Singularity University, que provocou o público ao afirmar que a IA não é artificial, mas uma inteligência ampliada. Ao apresentar dados sobre tecnologias exponenciais, robótica e longevidade, Diamandis reforçou que curiosidade e propósito serão os motores do futuro. Para ele, nunca houve tanto acesso ao conhecimento e à capacidade de resolver problemas complexos – e isso exige responsabilidade, ousadia e imaginação.

A inovação, porém, não se sustenta sem diversidade. Em um painel potente, Grazi Mendes, da Thoughtworks, afirmou que a ausência de diversidade é falha de design. Ao mostrar como ambientes homogêneos limitam soluções e perpetuam desigualdades, ela ampliou o debate para além das empresas, trazendo à tona dinâmicas de poder, pertencimento e liderança. Sua fala evidenciou que ambientes diversos são mais desafiadores, mas também mais criativos e preparados para o futuro do trabalho.

O tema do risco apareceu de forma recorrente ao longo do ano, principalmente durante a Semana Caldeira, conectando gerações e contextos distintos. Em um encontro, Jorge Gerdau e José Galló compartilharam aprendizados sobre inquietação, visão estratégica e coragem para evitar a acomodação que o sucesso pode trazer. A mensagem foi reforçada por Átila Abreu, da Stock Car, e Pedro Bartelle, da Vulcabras, que traçaram paralelos entre a pressão das pistas e as decisões nos negócios, mostrando que arriscar faz parte do jogo – desde que acompanhado de preparo, adaptação e aprendizado contínuo.
No campo da autenticidade e do propósito, Paulo César Tinga, o Tinga, emocionou ao transformar sua trajetória pessoal em uma aula sobre verdade, decisões e valorização das pessoas. Do futebol ao empreendedorismo, sua fala lembrou que tecnologia, inovação e crescimento só fazem sentido quando conectados à dimensão humana das relações.
A cultura e a criatividade também tiveram espaço de destaque. Luis Justo, CEO da Rock World, mostrou como o Rock in Rio nasceu de uma insatisfação e se tornou um dos maiores festivais do mundo ao focar na experiência e na proposta de valor. Para ele, eventos de inovação cumprem um papel que vai além do palco, criando conexões reais.

Já o pesquisador Charles Watson trouxe uma reflexão profunda sobre persistência e criatividade significativa. Ao defender que constância é mais importante do que intensidade pontual, ele reforçou que inovação exige sacrifício, desconforto e permanência, valores que dialogam diretamente com a construção de trajetórias pessoais e profissionais sólidas.

O ano também foi marcado por momentos simbólicos que extrapolaram o auditório. Em setembro de 2025, Porto Alegre foi palco de um acontecimento histórico quando Sandro Dias, o Mineirinho, desceu o prédio do CAFF em uma mega rampa durante o Red Bull Building Drop, quebrando dois recordes mundiais Guinness na maior rampa de skate do mundo. O atleta esteve presente em um dos painéis da Semana Caldeira, compartilhando o processo e a preparação para realização de um sonho coletivo.
Através de eventos, palestras, encontros, bate-papos, milhares de pessoas tiveram acesso aos convidados e seus conteúdos, compartilhados nos diversos palcos do Instituto Caldeira em 2025.
