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O ano de 2020 acelerou o mercado para as healthtechs, e 2021 não está sendo diferente. A pandemia do novo coronavírus exigiu uma aceleração do processo de digitalização no setor de saúde, e o resultado é um aquecimento como nunca havíamos visto antes.
Segundo dados do último Distrito Healthtech Report, o Brasil já conta com 542 healthtechs, contra as 248 que existiam em 2018.
Crescimento que tem movimentado a economia. Desde 2014, empresas de tecnologia voltadas à saúde do País receberam US$ 430 milhões em capital de risco.

Para o CEO da WebMed, Luciano Lorenz, a pandemia fez o setor abrir os olhos e ver que era hora de rever os seus processos.
“O desafio é que o mercado de saúde ainda é bastante tradicional, com uma legislação rígida, além de não ter a expertise e o costume de trabalhar com startups. Mas, estamos avançando”, analisa.

A WebMed é uma plataforma de gestão, totalmente cloud, que proporciona o gerenciamento da produção no setor de saúde, de ponta a ponta.

“Nosso propósito é empoderar os médicos com informações sobre os pagamentos de honorários deles na relação com os convênios e hospitais”.

O começo de tudo

O administrador Luciano Lorenz começou há 15 anos a prestar consultoria em honorários médicos e gestão estratégica, financeira e de processos.

Ao longo desse período, percebeu que, para garantir uma gestão eficiente nesta área, não bastava lançar mão das planilhas de Excel. Era necessário a criação de um sistema inteligente.

Foi aí que nasceu a WebMed, uma plataforma capaz de auxiliar na gestão, organização e relacionamento dos processos de pagamento, feitos em consultórios, clínicas, hospitais e operadoras de saúde.

O aplicativo oferece aos profissionais de saúde ou suas secretárias o controle de todos os serviços prestados. Tudo é controlado por um painel. “A nossa ideia é solucionar o problema, por exemplo, daquele médico que atende vários convênios, cada um com uma tabela de valores diferentes, o que torna a gestão dos pagamentos mais difícil quando feita em um modelo tradicional”, explica.

Atualmente, a healthtech estrutura seus produtos em diferentes módulos. Um deles é o AppMed, voltado para gestão e controle de pagamento dos médicos. Já o PayMed é a solução capaz de se integrar aos sistemas de instituições de saúde. Uma interface de Business Intelligence, com gráficos que mostram a performance do hospital a partir de cruzamento de dados.
E há ainda, em fase piloto, o ShortWay, solução desenvolvida em parceria com uma multinacional com foco em encurtar a jornada do paciente em hospitais ou clínicas, tornando-a mais efetiva.

Reconhecimento

Depois de um ano difícil em função da pandemia, e do consequente stand-by nos projetos por muitas empresas, 2021 comecou com novas perspectivas para a WebMed. O momento positivo envolve a aproximação com clientes estratégicos e um reconhecimento importante. Isso porque, a startup está entre as healthtechs eleitas pelo Instituto Caldeira e Sebrae-RS para ficarmos de olho neste ano.
“Ficamos honrados e felizes. Uma coisa é nós acharmos que estamos no caminho certo, outra é ter o Caldeira, uma iniciativa liderada por nomes de peso, e o Sebrae, dizendo isso”, destaca Lorenz.

Investimentos

A WebMed conta com a GROW+, aceleradora de startups e gestora de investimentos, como sua investidora anjo. Com essa parceria, em 2019, a startup conseguiu a sua segunda captação, passando de um valuation de R$ 400 mil para R$ 4 milhões – no início de 2020, o valuation era de R$ 6 milhões e agora já está em R$ 15 milhões.

Agora, o objetivo é abrir um novo round de investimentos para um crescimento ainda maior nos próximos anos. Outra meta é apostar cada vez mais em tecnologias disruptivas.

“A Inteligência Artificial não é mais tendência, é obrigação”, defende.