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As startups brasileiras vivem, em 2022, o segundo melhor ano desde 2013, segundo dados de Venture Capital da Distrito, plataforma de inovação que realizou junto com o Instituto Caldeira o levametamento RS Tech 2021. Entre janeiro e novembro deste ano, os recursos investidos no segmento chegaram a US$ 4,48 bilhões, volume que só é menor do que no ano passado, quando os VCs investiram US$ 9,8 bilhões ao longo dos 12 meses. 

Apesar da menor liquidez em relação a 2021 por causa da alta de juros e reprecificação dos ativos de risco, o setor ainda está bastante resiliente. Os investidores continuam em busca de startups com boas histórias de inovação e tecnologia que podem transformar a economia e a sociedade, explica Gustavo Gierun, CEO e cofundador do Distrito. 

De acordo com Gierun, o volume de investimentos venture capital tem crescido nos últimos 5 anos em território brasileiro, sendo 2021 o ano completamente fora de curva em razão do alto volume de investimentos registrados. 

Nos onze primeiros meses de 2022, os investimentos envolveram 617 operações, contra 784 deals no mesmo período do ano passado. Entre janeiro e novembro de 2021, o volume foi de US$ 8,9 bilhões. No resultado mensal, novembro apresentou uma desaceleração, com a captação de US$ 279,7 milhões em 31 rodadas, contra US$ 376,4 milhões em 54 deals em outubro. Em novembro de 2021, os investimentos foram em US$ 835,9 milhões em 62 rodadas. 

O destaque do mês ficou com a RetailTech CantuStore, que levantou US$ 112 milhões junto ao fundo de private equity L Catterton. Outra operação de volume foi a RegTech Alias, que captou US$ 100 milhões em uma rodada Series B.  A Fintech Agrolend, também em uma Series B, fechou a terceira maior captação do mês passado, com US$ 27 milhões.  

Em novembro, houve 13 M&As contra 10 no mês anterior e 15 em novembro de 2021. Nos onze primeiros meses deste ano, as startups estiveram envolvidas em 192 operações, contra 218 no mesmo período de 2021.