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Oferecer tecnologias exponenciais e inteligência de negócio para gerar informação que permita que a indústria produza melhor é o que move a Seculor, startup que nasceu em Garibaldi, na Serra Gaúcha, em 2018, especialista no desenvolvimento de softwares para a gestão integrada da produção. O objetivo é disponibilizar dados precisos do chão de fábrica e permitir que, a partir deles, as decisões dos gestores se tornem mais precisas, aumentando a produtividade e reduzindo custos das empresas.

A indtech utiliza tecnologias avançadas como computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial, capazes de transformar uma série de dados em informações úteis. Soluções essas que fazem parte da chamada Indústria 4.0 e que ganham força no setor com o avanço da digitalização, após o surgimento da pandemia do coronavírus no ano passado.

O ano de 2020 impôs uma nova realidade a todo mercado, que teve que migrar do mundo físico para o virtual. O impacto disso no segmento de software foi grande, pois para ter mais liberdade no dia a dia, e com muitos tendo que trabalhar no modelo home office, foi preciso ter sistemas mais integrados nas empresas a fim de controlar melhor a sua produção e reduzir a quantidade de funcionários no chão de fábrica”, cofundador e diretor técnico da Seculor, Leonardo Piveta.

O desafio maior neste ano, aponta, está nas restrições impostas nas quarentenas com o abre e fecha do comércio, que impactaram diretamente a indústria, impondo dificuldades financeiras ou restrições em investimentos. Para superar essa adversidade, o empreendedor afirma que é preciso convencer os empresários de que, mesmo em um período conturbado, vale a pena investir em novas tecnologias pelos resultados gerados a médio e longo prazo.

“O investimento em software se paga rapidamente, pois reduz a mão de obra aplicada nesses processos. Esse esclarecimento aos empresários e diretores das indústrias faz com que esse investimento seja validado e aceito”, diz.

Digitalização em fase de amadurecimento na indústria

O argumento do diretor técnico da Seculor é fortalecido por pesquisa divulgada no fim do ano passado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo revelou que o investimento na indústria 4.0 é revertido em lucratividade, melhores perspectivas e maior capacidade de adaptação do negócio adverso como o da pandemia de coronavírus.

O levantamento mostrou, por exemplo, que entre as empresas que têm até três tecnologias integradas aos processos, 54% já registram um lucro igual ou maior que o período pré-pandemia. O índice cai para 47% nos negócios que ainda não se adequaram à modernidade. A lucratividade, por sua vez, já é maior em 29% das indústrias que adotaram quatro ou mais tecnologias, acima dos 25% entre as companhias que não adotaram nenhuma solução prevista na chamada indústria 4.0.

Embora os resultados desse fenômeno sejam animadores, o setor ainda passa por um processo de amadurecimento para esta nova era industrial na avaliação de Piveta.

Os grandes players têm aplicado essa nova cultura e se integrado ao mundo digital, mas isso não é uma realidade no mercado como um todo. A restrição e a resistência de pequenas e médias empresas ainda é grande, embora tenham consciência de que isso é necessário para a sua sobrevivência em longo prazo”, analisa.

Destaque entre as indtechs gaúchas

Foi de uma conversa casual que quatro amigos constataram que a maioria das empresas não detinham informações do chão de fábrica ou as utilizavam de maneira incorreta. Daí nasceu a ideia de criar a Seculor e desenvolver softwares capacitados tanto para a aquisição quanto para as análises dos dados da produção das empresas.

Após a criação da solução, eles passaram a procurar empresas interessadas. Uma delas foi a Meber Metais, parceria que permitiu que o produto da startup amadurecesse. Atualmente, a indtech atende empresas de diversos segmentos, como moveleiro, metalúrgico, plástico e alimentício.

“Nosso plano para o futuro é continuar fazendo com que o software gere mais informação, criando novas ferramentas capazes de ajudar os gestores a tomar decisões cada vez mais rápidas e assertivas”, projeta Piveta.

A Seculor é uma das indtechs presentes no levantamento realizado pelo Instituto Caldeira e o Sebrae RS para fomentar a inovação e o empreendedorismo no Estado. O estudo foi constituído a partir de uma análise do mercado de atuação, considerando as startups que já estão consolidadas e escalando o negócio.

Na foto, a partir da esq. os sócios da Seculor: Leonardo Piveta, Bruno Emer, Glauber Cini e Alex Mattei

Raio X

Nome da startup: Seculor

Nome dos sócios: Alex Mattei, Bruno Emer, Glauber Cini e Leonardo Piveta

Estágio: Operacional

Segmento: Software para Indústria

Número de colaboradores: 4

Principal produto: Sistema de coleta e análise de dados de produção