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A startup Minha Escola, de Caxias do Sul (RS), quer colocar a tecnologia a serviço da educação do futuro. Inspirada na adesão quase que intuitiva das novas gerações ao mundo digital, e na oportunidade de expandir disso com o modelo híbrido de ensino, a empresa trabalha para aproximar pais, educadores e alunos do mundo digital por meio de uma plataforma educacional para a primeira infância.

O aplicativo traz a possibilidade de envios diretos de resumos escolares das crianças (alimentação, sono e atividades), alertas automáticos de eventos com confirmação de leitura pelos responsáveis e comunicados digitais para turmas e grupos específicos da escola. Além disso, o sistema possibilita o compartilhamento do cardápio alimentar mensal estabelecido pelos nutricionistas, uma linha do tempo com fotos, pagamento digital de mensalidades escolares de forma segura e emissão automática de boletos e notas fiscais referente às quitações das mensalidades.

As instituições que utilizaram o Minha Escola sofreram menos com a pandemia devido a três pontos importantíssimos: o aplicativo fortaleceu o vínculo entre as escolas e a família, organizou o fluxo do caixa e não permitiu que a educação parasse, seja no modo digital, híbrido ou presencial”, aponta o CEO e cofundador do Minha Escola, Vinícius Nunes.

Uma das startups de educação para ficarmos de olho em 2021, de acordo com levantamento realizado pelo Instituto Caldeira e o Sebrae RS, a empresa já se consolida como uma ferramenta inovadora e eficiente de educação. “Foi com muito orgulho que recebemos esse reconhecimento. O mais gratificante é que estamos ajudando as escolas a enfrentarem esse desafio que é a pandemia e saírem ainda mais fortalecidas. Mas, temos muito a fazer ainda pelo nosso Rio Grande do SUl, pelo Brasil e pelo Mundo”, destaca Nunes.

A educação foi um dos segmentos de mercado mais afetados durante a pandemia. O cancelamento de matrículas e os fechamentos definitivos de escolas levaram a problemas de inadimplência para muitas instituições de ensino. Agora, a edtech Minha Escola trabalha para que a tecnologia dê um novo fôlego no enfrentamento dos desafios educacionais.

Criada em meados de 2019, a Minha Escola nasceu como uma agenda digital, idealizada para que os pais pudessem estar mais próximos da rotina dos seus filhos, acompanhando os registros escolares, especialmente na primeira infância. E foi evoluindo até se transformar em uma ferramenta mais robusta.

E duas importantes novidades estão a caminho. Uma delas é a parceria com o Centro Universitário Uniftec para a realização do projeto Uniftec Kids. “Trata-se de uma plataforma de jogos e recursos pedagógicos para a educação, ancorados na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). São mais de 70 jogos separados por faixa etária e por atividade para imprimir ou fazer on-line”, explica Nunes. Por meio de experiências lúdicas e colaborativas, a ideia é trabalhar com propostas adaptadas para o ensino presencial ou remoto.

Além disso, até o final do ano deverá ser lançado um marketplace onde a comunidade escolar poderá comprar e vender produtos educacionais.

Apesar de um crescimento considerável das edtechs em meio às mudanças da pandemia, muito ainda precisa ser realizado para diminuir a defasagem da cultura digital entre alunos e instituições. “A disparidade que existe dentro de comunidades escolares públicas e privadas na adoção das novas tecnologias ainda é grande e precisamos trabalhar para reduzir isso, usando o digital para diminuir distâncias, além de possibilitar, dentro das salas de aula, técnicas de aprendizagem mais visuais e velozes”, destaca o empreendedor à frente da Minha Escola.

Raio x

Nome da startup: App Minha Escola

Nome dos sócios: Isaías Santos, Vinícius Nunes e Wagner Almeida

Segmento: Educação

Número de colaboradores: 7

Principal produto: Plataforma Educacional App Minha Escola