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Instituto MBRF impulsiona centro de monitoramento climático para fortalecer resiliência urbana

Os resultados e impactos das iniciativas sociais apoiadas pelo Instituto MBRF foram tema da Agenda Transparência, evento realizado no Instituto Caldeira no fim de janeiro. A atividade reuniu parceiros, organizações beneficiadas e representantes de projetos selecionados em editais, entre eles o Network Operations Center (NOC) , iniciativa voltada ao monitoramento de riscos ambientais e à ampliação da capacidade de resposta a eventos extremos na Capital.

Durante o encontro, o Instituto MBRF detalhou dados sobre investimentos sociais, parcerias firmadas e projetos financiados a partir do fundo mobilizado após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. A instituição, que atua como braço social da empresa de alimentos formada pela fusão entre BRF e Marfrig, tem direcionado recursos para ações de reconstrução, segurança climática e fortalecimento de comunidades impactadas por desastres naturais.

Entre as frentes apresentadas, destacou-se o apoio a iniciativas voltadas à prevenção e mitigação de riscos, área na qual o projeto do NOC foi contemplado por meio de edital. A proposta prevê a implantação de um painel de monitoramento climático no bairro Navegantes, região historicamente vulnerável a alagamentos e eventos extremos.

A iniciativa será estruturada para reunir dados meteorológicos, informações territoriais e sistemas de alerta, permitindo respostas mais rápidas diante de situações de risco. Além do monitoramento, o projeto também prevê o compartilhamento de informações com a comunidade e lideranças locais, ampliando a capacidade de prevenção e organização comunitária.

O apoio veio por meio do edital do MBRF, voltado a projetos com foco em resiliência climática, e foi decisivo para que o projeto avançasse do planejamento para a prática. “Esse edital contribui diretamente para a viabilidade do projeto ao oferecer não apenas apoio financeiro, mas também legitimidade institucional e alinhamento com políticas e agendas estratégicas de resiliência climática. Ele permite tirar o projeto do campo conceitual e avançar para a implementação prática, garantindo recursos para sua estruturação, execução, monitoramento e avaliação de impacto”, explica a analista de captação do Instituto Caldeira, Thaisy Kalisewski.

A partir da visibilidade do edital, o projeto recebeu o apoio do BRDE e do Regenera RS, através do Trilha RS. Com modelo de financiamento na lógica do matchfunding, o Trilha RS combinou doações individuais com aportes institucionais, multiplicando o valor arrecadado. Segundo Kalisewski, a estratégia foi fundamental para viabilizar a iniciativa. “Conseguimos a arrecadação, passamos em 30% do valor da meta e agora o projeto está em fase de execução, afirma.

Segundo ela, o formato também cria condições para ampliar parcerias com entidades públicas detentoras de dados estratégicos e fundamentais para o fortalecimento da iniciativa.

Com o início da execução, a expectativa é que o núcleo avance para uma etapa de maior maturidade técnica. 

“A expectativa é avançar progressivamente para uma fase de maior amadurecimento técnico e metodológico do projeto, estruturando sua execução com cronograma definido, indicadores de impacto e governança clara

O objetivo é que o NOC evolua continuamente, deixando de ser apenas um repositório de dados e se consolidando como uma ferramenta capaz de gerar análises qualificadas e previsibilidade. “Queremoscontribuir para a antecipação de cenários e a tomada de decisão em resiliência climática”, complementa.

Nesse processo, a iniciativa também mira a produção de conhecimento aplicado. “O projeto deve se consolidar também como base para estudos científicos e iniciativas de pesquisa e desenvolvimento (P&D), fortalecendo a produção de conhecimento aplicado e posicionando a iniciativa como referência técnica no tema, com potencial de replicação e escalabilidade”, conclui Kalisewski.

Além do apoio ao NOC, o Instituto MBRF apresentou outras ações desenvolvidas no Rio Grande do Sul, incluindo projetos de reconstrução de escolas, capacitação profissional e fortalecimento de organizações sociais. A atuação integra o movimento +Juntos Pelo Sul, criado para concentrar esforços de recuperação e desenvolvimento sustentável após as enchentes de maio de 2024.