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O sucesso dos negócios e dos países, hoje em dia, depende da interpretação dos dados disponibilizados no mundo. Essa visão foi unanimidade entre os participantes do IBM Tech Sessions, promovido pelo Instituto Caldeira em parceria com a IBM, que abordou a Inteligência Artificial (IA) e a nova economia.

O encontro, mediado por Rodrigo Leal, head do Navi, contou com a participação do secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Luís Lamb, do CEO da Pix Force, Daniel Moura, e do Data & AI Sales – Global Markets – Cloud Platform Sales IBM, Felipe Pojo.

Estamos saindo de uma economia baseada em riquezas naturais para uma economia que depende da riqueza que vem da inteligência das pessoas”, destacou Lamb. Para o secretário, e uma referência global pelos estudos sobre IA, não é segredo que a prioridade da China, dos Estados Unidos e da União Europeia é desenvolver, cada vez mais, a esperteza das máquinas. “Pelo impacto geopolítico que isso pode ter, que vai do agro à indústria aeroespacial, todas as atenções estão para essa tecnologia, que será cada vez mais capaz de gerar oportunidades”, afirmou Lamb, ressaltando que, por outro lado, há implicações éticas a serem consideradas.

A empresa de Moura, a Pix Force, situada na capital gaúcha, tem chance de virar um unicórnio, conforme o mediador Leal. Isto porque ela atua em um ramo em alta na IA: a visão computacional. Os sistemas desenvolvidos pela startup são capazes de identificar a qualidade da carne na carcaça do boi, a quantidade de barras em um guindaste ou se um funcionário esqueceu algum equipamento em uma área de risco. Tudo através do processamento do que está frente à câmera. Esses são apenas exemplos, pois cada negócio exige uma solução específica.

A nova economia precisa de Inteligência Artificial. Vemos que é um caminho sem volta. A ideia é que a IA, principalmente em casos de inspeção e de processos repetitivos, substitua o ser humano para que ele possa fazer um trabalho mais nobre. Os ganhos serão enormes, teremos processos seguros e traremos a revolução que precisamos para o avanço global”, considera o empreendedor.

Já Pojo lembrou de um dos precursores nos recursos de IA, o Watson, da IBM, que está presente em milhares de aplicações mundo afora. No Rio Grande do Sul, o Banrisul usou a plataforma para fazer análises preditivas e ajudar na tomada de decisões em transações. “A nova economia não é um destino, é um processo”, classificou o profissional, que integrou o evento por videochamada.

“Quando começamos com o Watson, em 2012, estávamos trazendo seu potencial de emular capacidades humanas. Era um experimento, mas logo vieram as aplicações para negócios”, citou Pojo. Ele narrou, ainda, sua participação em um evento em San Francisco (EUA) em que viu uma máquina argumentando durante um debate. “Já estamos evoluindo para o momento da IA entender profundamente, fazer síntese de assuntos, relação entre temas, gerar conteúdo. E tudo começa com o time de research”, comentou.

São os seres humanos, aliás, os responsáveis por dar sentido à IA.

Para chegar ao mercado e trazer eficiência, há uma série de informações. Não existe IA sem uma arquitetura da informação estabelecida”, reforçou Pojo.