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Quebrar as barreiras de comunicação entre surdos e ouvintes em todos os cantos do mundo é o grande propósito da Hand Talk. Criada em 2012, a startup ficou conhecida por suas soluções que traduzem áudios e textos para a Língua de Sinais por meio de Inteligência Artificial. Neste ano, a empresa apresenta novidades que prometem contribuir ainda mais com a inclusão do seu público final.

“A grande missão da Hand Talk é quebrar as barreiras que existem na comunicação entre surdos e ouvintes, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. Queremos ser referência mundial em Línguas de Sinais, para que no futuro a tecnologia promova mais autonomia e acessibilidade para qualquer pessoa surda, no lugar em que ela estiver”, afirma o CEO da startup Ronaldo Tenório.

Tenório, que é publicitário, se uniu ao analista de sistemas Carlos Wanderlan e ao arquiteto especialista em 3D Thadeu Luz para a criação da empresa. O primeiro produto lançado por eles foi batizado de Hand Talk App, aplicativo que serve como um tradutor de bolso automático para Libras (Língua Brasileira de Sinais) e ASL (Língua de Sinais Americana) e que pode ser baixado de forma gratuita. Pouco tempo depois, veio o Hand Talk Plugin, um tradutor de sites que ajuda as empresas a acessibilizar a sua comunicação para pessoas surdas.

“Somos especialistas em tradução para Línguas de Sinais, reconhecidos pela nossa Inteligência Artificial e pela preocupação com a linguística, tendo pessoas cientistas de dados e intérpretes de Línguas de Sinais trabalhando lado a lado desde o início, mas que também fazem parte de uma operação maior e multidisciplinar que está focado em trazer inovação e qualidade para nossos produtos”, acrescenta Tenório.

Segundo o CEO, este ano o foco da empresa está na expansão da mais nova tecnologia da startup – o Hand Talk Motion – bem como de sua base de dados . “Com ambos em mente e muita pesquisa, pretendemos expandir barreiras para que a Hand Talk esteja disponível em novas Línguas de Sinais em breve”, conclui.

Comunicação nas duas vias

Com o Hand Talk Motion, a empresa visa realizar o caminho inverso da tradução, ou seja, realizá-la da língua de sinais para as línguas orais e escritas, o que possibilitará a comunicação nas duas vias. A nova tecnologia surge depois de mais de dois anos de pesquisa e tem como diferenciais a acessibilidade – uma vez que basta uma câmera de celular ou computador para acessá-la – além de conter uma grande quantidade de dados e conhecimento de sinais, tanto em Libras quanto em Língua Americana de Sinais (ASL).

Nossa ambição para o futuro é expandir cada vez mais barreiras, promovendo a autonomia de pessoas surdas para se comunicarem com qualquer pessoa, em qualquer lugar. Esse é o objetivo da nossa nova tecnologia Hand Talk Motion.

Para contribuir para isso, recentemente a empresa tornou pública a sua plataforma de coleta de dados, o Hand Talk Community. “Assim, levaremos a acessibilidade em Libras para outros países de forma muito mais rápida”, destaca Tenório.

Impacto social

O público que a Hand Talk direciona as suas soluções é significativo e possui perspectiva de crescimento. Segundo um relatório elaborado pela Organização Mundial da Saúde, cerca de 2,5 bilhões de pessoas terão algum grau de perda auditiva até 2050 – a menos que sejam tomadas medidas. O número corresponde a aproximadamente 25% da população. Atualmente, estima-se que 6% da população mundial sofra com problemas auditivos, o que equivale a cerca de 466 milhões de pessoas ao redor do mundo, segundo dados da OMS.

Ultimamente temos visto muito o mercado corporativo valorizar a implementação de boas práticas ESG dentro das empresas, e ações de acessibilidade são um importante primeiro passo nessa jornada. Além do impacto social que a Hand Talk causa na comunidade surda, ela também abre portas para as organizações se comunicarem com um enorme público consumidor potencial. Só no Brasil, de acordo com o último senso IBGE em 2010, por exemplo, existem cerca de 10 milhões de surdos e que movimentam mais de R$ 570 bilhões por ano”, ressalta o CEO da Hand Talk.

 

RAIO-X

Nome da startup: Hand Talk
Nome dos sócios: Ronaldo Tenório, Thadeu Luz e Carlos Wanderlan
Estágio: Scale-up
Segmento: Tecnologia
Número de colaboradores: 70
Principal produto: App tradutor de línguas de sinais e plugin de acessibilidade