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A Sinosserra, um dos maiores grupos de concessionárias de veículos do Rio Grande do Sul, está se instalando no Instituto Caldeira. Mas, antes de contar sobre a relação da companhia com um dos principais hubs de empreendedorismo e inovação do Brasil, vamos entender qual foi o insight para que a empresa fundada no ano de 1947 passasse a olhar para a inovação de uma outra maneira – a ponto de querer respirar, hoje em dia, essas novas conexões.

Após passar por um dos anos mais desafiadores da sua trajetória, em 2016, o Grupo Sinosserra viu que era hora de mudar de rota. Em 2017, elaborou um planejamento estratégico em que colocava a experiência dos clientes como um dos principais pilares das suas diferentes frentes de negócio. A partir daí, uma onda de iniciativas inovadoras começou a tomar conta da empresa, tendo como um dos primeiros destaques o desenvolvimento de uma solução digital de atendimento, criada para facilitar e modernizar as negociações de veículos.

Começamos a desenhar um novo processo de vendas com uma ferramenta que chamamos de plataforma SIN e que trazia os pilares da simplificação e da automação ao mesmo tempo que carregava em seu desenvolvimento mais de 70 anos de cicatrizes do segmento”, relata Fabiano Longaray, CIO do grupo.

Segundo ele, o que mais impactou a companhia não foi tanto a criação de um software em si, mas a forma como esse projeto foi desenvolvido. “Começamos a entender que poderíamos utilizar a mesma metodologia em outras áreas e passamos a pilotar o que chamamos de frentes de trabalho”, explica.

Com o mindset voltado para a inovação e transformação, diversas experiências foram colocadas à prova internamente, algumas com mais e outras com menos sucesso. A expansão do braço financeiro da Sinosserra para todo o País talvez seja o melhor exemplo de como a incorporação de métodos inovadores na empresa começou a gerar frutos.

Criada em 2015 para atuar no ramo de financiamentos, empréstimos e investimentos, a Sinosserra Financeira estava presente com seus produtos somente em 11 lojas até setembro do ano passado. Com o projeto de expansão liderado por uma dessas frentes de inovação e o apoio de um parceiro que já possuía uma rede de distribuição nesse setor, em pouco mais de um ano, a Sinosserra Financeira estava operando em mais de 500 lojas espalhadas pelo País, número que deve subir para cerca de 1 mil até o fim deste ano.

“Esse é um grande case de sucesso que até então estava só dentro do nosso mundo e está atuando hoje em quase todos os estados do Brasil”, comemora Longaray.

Conexão com o mundo externo

A parceria com o Caldeira surge para consolidar essa cultura de inovação do Sinosserra, que se intensificou em 2017, quando a estratégia da empresa foi redesenhada. A partir dali, os conceitos de experiência, inovação e transformação ganharam espaço no dia a dia da empresa.

O que buscamos com o Caldeira é uma conexão com o mundo de fora em um ecossistema de inovação, além de um maior contato com a academia. Sair de uma cultura de querer desenvolver tudo dentro de casa para um ambiente mais aberto e colaborativo”, resume o CIO do grupo.

Ele relata um caso que exemplifica bem o que fez a empresa querer fazer parte de um ecossistema de inovação como o Caldeira. Em um dos ciclos de planejamento da frente de trabalho voltada para a expansão da Sinosserra Financeira realizado dentro do instituto, Longaray liderava uma dinâmica com o time, quando percebeu que já não contava mais com atenção de sua equipe. Com curiosidade, os colaboradores observavam a apresentação de um pitch de uma startup, que, coincidentemente, discutia um problema comum enfrentado pelo braço financeiro da Sinosserra.

“Ali me caiu a ficha do que é viver um ecossistema. Queremos seguir aprendendo a como lidar em um ambiente como esse e ser impactado por essa experiência, já que antes estávamos muito fechados”, analisa o CIO.

Um ano para comemorar

Cinco anos após a companhia amargar um dos seus piores resultados, o Grupo Sinosserra comemora, em 2021, o melhor resultado de sua história, com um faturamento anual previsto de R$ 1,5 bilhão. Para o próximo ano, a expectativa é chegar aos R$ 2 bilhões, desempenho que deve ser puxado pela vertical financeira da empresa, que se encontra em plena ascensão.

No mercado de veículos, a empresa conta hoje com 8,5% do market share no Rio Grande do Sul, representando as marcas Chevrolet, Volkswagen e Jeep. Só em 2020, foram 20 mil veículos vendidos no Estado.

No ramo financeiro, vem se consolidando cada vez mais no segmento de consórcios, capitalização, seguros, financiamentos, empréstimos e investimentos. Atualmente, 850 funcionários fazem parte do grupo.