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Frederico Logemann, Gerente de Relações com Investidores e Planejamento Estratégico da SLC Agrícola e Fundador do Instituto Caldeira, compartilhou conosco sua visão sobre a Transformação Digital no segmento de Farming e a importância das lideranças, não só desse segmento, estarem atentas e serem os catalisadores do mindset ágil que a Nova Economia demanda.

A SLC é referência na adesão de novas tecnologias em seu negócio, tendo, inclusive, já realizado dois programas de inovação abertas para se aproximar de startups em busca de soluções para as áreas de operação, RH, sustentabilidade e vendas. Confira a conversa com uma das lideranças que tem participado ativamente da Transformação Digital do agronegócio:  

1. Sabemos que a Transformação Digital tem impactado diferentes indústrias e segmentos. No Agronegócio, não é diferente. Na sua visão, como tem sido essa mudança para o Farming, área de atuação da SLC Agrítcola?

O que a gente vê em termos de transformação digital é que os fazendeiros que cada vez mais estão fazendo a transformação digital, utilizando novas tecnologia, conectados com que o que há de mais moderno e sendo early adoperes, estão se distanciando  da média. As inovações do passado no agro negócio conseguiram ser difundidas mais rápido. Não havia tanta diferença entre os melhores e os piores. Mas a transformação digital de agora, que representa um movimento em que a inovação vem de todos os lados e não somente dos grandes players, está fazendo com que a dispersão de resultado, de quantidade e de controle de custos fique mais acentuada mais acentuada.

Se pegarmos a média de produtividade de soja, por exemplo, no Brasil, que está na faixa de 56/57  sacas, nós já temos hoje fazendas produzindo 80/90 sacas por hectare, enquanto outras ainda estão produzindo 50. Cada vez fica menos sustentável para os que estão atrasados tecnologicamente continuar no jogo.

Eu costumo dizer que estamos indo para uma agricultura de Fórmula 1, e a transformação digital está por trás disso.

2. Qual o papel das lideranças na condução destas mudanças?

Eu entendo que, em primeiro lugar, o papel das lideranças é se conscientizar do que está acontecendo, conectar-se com as mudanças e depois trazer para a cultura do negócio e tentar mudar o chip do time sobre como as inovações que estão dando certo no mundo estão acontecendo. Como essa nova realidade, que é mais aberta e mais colaborativa, tem impactado os negócios e disruptado indústrias por inteiro.

Nós temos procurado com os nossos programas internos trazer esse novo mindset para os funcionários e fazer eles entenderem que as coisas são mais ágeis do que eram antes, e que esta nova metodologia prega o teste de hipóteses, descartar o que não funciona, trocar rápido e desapegar das tecnologias antigas.

De fato, entender o que dá certo nos negócios de hoje é muito diferente do que entender do que funcionava no passado. A liderança precisa conduzir e conscientizar todos ao seu redor sobre essa visão.

Isso tudo, obviamente, é possível de ser replicado para o governo, cidades e organizações de classe. É fundamental entender a mudança que está acontecendo e absorver as metodologias novas que traduzem essa nova realidade.

3. Qual o papel de instituições como o Caldeira na aproximação do RS da Nova Economia?

Conectando com a resposta anterior, o Instituto Caldeira cumpre justamente esta responsabilidade. Trazer conscientização, sacudir as pessoas, mostrar o que está acontecendo e como são as novas regras do jogo dessa nova economia. O Caldeira, como um Hub, já representa um novo elementos que surge no Brasil para aproximar empresas da Nova Economia. Claro, no nosso caso, ele é um agente com um olhar muito especial para nosso Estado e com o objetivo de trazer a sensibilização a respeito do tema de transformação a todos que participarem das iniciativas do Instituto. Essa é uma jornada que precisa ser percorrida por todos os negócios de todos os segmentos, e o Caldeira tem um papel importantíssimo de fazer as primeiras provocações e mostrar os caminhos para o nosso Estado.