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Cada vez mais essencial para a implementação de práticas sustentáveis no campo, a tecnologia é aliada da Agrisolus, startup fundada em 2016 em Campo Mourão (PR), para ajudar os produtores na antecipação de problemas, levantamento de informações, assim como no fomento do manejo sustentável. A meta da empresa é revolucionar a avicultura por meio da Internet das Coisas (IoT) e a Inteligência Artificial (IA).

Desde 2016, a plataforma AG.Aves, que aplica (IoT ao ecossistema de granjas e frigoríficos, tem sido uma grande aliada de avicultores com o fornecimento de informações estratégicas em tempo real, além da predição por meio da Inteligência Artificial, essenciais para a rentabilização e sustentabilidade da atividade.

Já são mais de 30 milhões de frangos/ano monitorados em todo o País. Em fevereiro de 2021, a empresa recebeu aporte de investimentos da KPTL, uma das principais gestoras de fundos venture capital do Brasil.

Nós temos uma missão, que é revolucionar a agricultura. Fazer com que a tecnologia entregue valor para o agricultor e, mais do que isso, que mude a forma dele trabalhar, trazendo mais antecipação, redução de custos e lucratividade”, explica o CEO da Agrisolus, Anderson Nascimento.

Elo entre o produtor e o frigorífico, a Agrisolus consegue concentrar num único painel muitas informações em tempo real com muita precisão sobre o que está acontecendo em cada canto da propriedade. Por meio da Inteligência Artificial, o sistema projeta o que vai acontecer.

“A expectativa de 2022 é continuar a expansão iniciada em 2020. Se tudo correr bem, fecharemos 2021 tendo crescido sete vezes. O ano que vem vai ser marcado pelo lançamento de novos produtos e a aceleração dessa expansão”, projeta Nascimento.

Recentemente, a startup firmou uma parceria com a Ultragaz para levar soluções de Inteligência Artificial aos avicultores. Um dos cases da empresa é o da fazenda Alta Conquista que, apesar de atuar também com gado de corte, tem na avicultura o destaque, com 267 hectares e 14 galpões com frangos de corte. Anualmente são criadas e vendidas 3 milhões de aves, sendo a maioria para exportação.

No aviário, a solução da Agrisolus é composta por um sistema proprietário que dialoga com um conjunto de sensores composto por mais de mais de 20 tipos de dispositivos tecnológicos como balança de precisão, consumo de ração, consumo de água, umidade e presença de CO2.

A temperatura é um dos fatores-chave do sucesso da criação. Cada um dos 14 galpões tem cinco sondas de temperatura digital espalhadas. Em caso de falhas nesse sistema, os medidores analógicos são imediatamente acionados.

É aí que entra outra grande inovação da fazenda, em parceria com a Ultragaz: o sistema automático de aquecimento a gás de sete dos galpões de criação. Os outros sete ainda dependem da queima de lenha na fornalha. Entretanto, esse é um desafio que em breve será enfrentado.

Existem ainda sistemas de captação de água de chuva, com uma cisterna com capacidade para três milhões de litros de água, três usinas de energia solar que economizam cerca de R$ 30 mil mensais, além de um sofisticado biocompostador que transforma os cerca de 5% de perdas da produção em fertilizante natural para a lavoura.

Toda essa capacidade de inovação rendeu à Luciana Dalmagro, gestora do projeto, o prêmio Mulheres do Agro. “Quando a gente pensa na sustentabilidade, eu acredito que o uso da tecnologia vem de forma convergente para esse conceito”, destaca.

Cada aviário é uma história. “A configuração que funciona para o aviário A, pode não funcionar no aviário B. No fim, temos a sonhada avicultura de precisão”, detalha Nascimento. Segundo o empreendedor, a Agrisolus tem o desejo de revolucionar a avicultura.

Nos últimos 15 anos acredito que houve uma longa evolução na avicultura, mas não uma revolução. Os aviários evoluíram, a genética evoluiu e a nutrição evoluiu. Mas ainda acredito que há uma revolução possível”, ambiciona.

Raio-X

Nome da startup: Agrisolus do Brasil S/A

Nome dos sócios: Anderson Nascimento, KPTL e investidores anjos

Estágio: Tração

Segmento: Avicultura (corte, postura, recria e matrizes)

Número de colaboradores: 20

Investimento já recebido: R$ 2 milhões

Principal produto: Plataforma IoT, composta por sensores e uma camada de software para frangos de corte. Desta forma, produtor e frigorífico podem acompanhar o que está acontecendo e, por meio de modelagem matemática, o que pode vir a acontecer